domingo, 25 de abril de 2010

Marco Civil da web impõe desafio: como regular sem censurar?


Contas de e-mails roubadas, perfis falsos em sites de relacionamento, difamações feitas por usuários anônimos, muitos são os motivos que levam a sociedade a refletir sobre a necessidade de se regulamentar a internet. Mas a grande polêmica é como aprovar um texto que não limite a liberdade de expressão ou censure ideias e debates.

Vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz conta que há um ano alguém criou uma conta de Twitter em seu nome e se fez passar por ele no universo virtual. "A pessoa xingava outros artistas e defendia ideias que não eram minhas", relata o músico. "Eu fiz de tudo para provar que não era eu, procurei pelo impostor e divulguei a foto dele na internet, depois não tive mais problemas".

No entanto, Tico acredita que a grande rede é um espaço para a arte e para diversas manifestações de pensamento. Para criar uma lei, seria preciso pensar em uma forma de não atrapalhar a natureza do veículo. "Regulamentar a internet é perigoso. Não sou a favor de uma rigorosa vigília sobre o que se fala", diz.

A Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do Ministério da Justiça em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), colocou na rede, para debate, uma versão preliminar do anteprojeto do Marco Civil da Internet no Brasil. De acordo com o chefe de gabinete da SAL, Guilherme Almeida, um conjunto de regras foram propostas para garantir direitos, determinar responsabilidades e orientar a atuação do Estado neste contexto.

Almeida explica que os pontos mais polêmicos são os que falam sobre a responsabilidade por conteúdo de terceiros e a atribuição de registros para a navegação na internet, como um número de identificação. O projeto pretende incentivar que os sites tenham uma parte dedicada à notificação de reclamações.

"Se alguém se sente ofendido por um conteúdo publicado no Facebook, por exemplo, deverá reclamar antes pelo site. Somente depois poderia procurar a Justiça", destaca Almeida. Hoje o internauta que não concorda com algum conteúdo publicado já pode processar o site onde está o comentário diretamente.

Em contrapartida, o advogado Lucas Antoniazzi, do escritório Di Blasi, Parente, Vaz e Dias Advogados, especializado em propriedade intelectual, ressalta que, desta forma, os sites de relacionamento vão receber uma enxurrada de notificações e retirar conteúdos publicados diariamente. Segundo ele, não há uma especificação do que poderá ser removido ou não.

"Os sites, com medo de processo, vão excluir tudo que o que pedirem. Isto é censura", afirma Antoniazzi. "E quando vamos saber se a exclusão é justa ou não, se o usuário só estava manifestando uma opinião e outro a interpretou de forma maldosa ou preconceituosa?"

A proposta de Marco Civil da internet ficará no site culturadigital.br/marcocivil até o dia 22 de maio. Os internautas podem questionar e fazer sugestões. Depois disso, o texto será enviado para o Congresso como projeto de lei, onde será votado.

O diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Ronaldo Lemos, que participa da elaboração do projeto, lembra que este texto preliminar é resultado da análise dos mais de 800 comentários recebidos na primeira fase, de 29 de outubro a 17 de dezembro de 2009, com uma média de 1,5 mil visitas diárias.

"Estamos incentivando a participação do público. Defendemos a internet como um local para debate", alegou Lemos.

A advogada e professora da UFRJ, da FGV e do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Deana Weikersheimer, é contra qualquer regra que venha a ser instituída para a internet. Para ela, o espaço é um meio de comunicação que nasceu livre e não deve ser passível de regras e determinações.

"A internet é apenas um canal, e as questões legais que acontecem já estão previstas na lei própria", defende a advogada, acrescentando que qualquer infração, seja comercial, civil ou penal, deve ir para a Justiça.

A atribuição de registros para a navegação também divide opiniões. Está em discussão se deverá haver um número de registro a cada momento em que o usuário se conecta ou um único registro que será determinado pelo provedor. Além do responsável por guardar este número e rastreá-lo, se necessário.

Usuários são responsáveis pelo conteúdo publicado

A Associação Brasileira dos Provedores da Internet (Abranet) não se considera responsável pelo conteúdo publicado em blogs, sites de relacionamentos e sites em geral. De acordo com o presidente, Eduardo Parajo, quando os provedores recebem uma ordem judicial para retirar um determinado conteúdo da rede, eles obedecem, mas fora isso, os responsáveis pela publicação de informações são os usuários.

O Marco Civil sugere que os provedores tenham espaços dedicados a receber notificações dos internautas e tenham a opção de retirar o conteúdo. Depois disso, eles se tornam responsáveis pelo que está veiculado e poderão ser processados.

"Não podemos ficar como julgadores do que é publicado ou não", alega Parajo. "Nosso foco é chamar mais gente para a internet e não afastar".

Entretanto, a Abranet se coloca a favor do Marco Civil e acredita que a discussão está sendo muito produtiva. "A forma com que estão trazendo a sociedade para debater é muito democrática".

Já a Câmara de Comércio Eletrônico (Camera-e.net) concorda com todos os pontos discutidos. De acordo com o Coordenador do Comitê Jurídico da Câmara, Leonardo Palhares, a entidade apresentou quase 30 páginas para a elaboração do texto como está hoje na internet.

A Câmara-e.net criou o Fórum do Comércio Eletrônico para discutir a atuação da atividade no ambiente virtual. Composto pelo Ministério da Justiça, Ministério Público Federal, entidades de defesa do consumidor e instituições ligadas à web, o grupo pretende elaborar uma carta de princípios.
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Pirataria de softwares


Entenda um pouco mais sobre as causas e consequências desta prática, que afeta, direta ou indiretamente, a todos nós.

O crime da pirataria é caracterizado pela distribuição, cópia ou venda de qualquer tipo de mercadoria sem que os envolvidos paguem os direitos autorais que abrangem a sua criação, imagem e outras características inerentes a ela, incluindo o próprio direito ao uso de suas funções.

O ato ilícito ocorre nos mais variados produtos: peças de vestuário, calçados, remédios e até os softwares de computador, foco principal deste artigo. É fundamental que busquemos entender as causas e conseqüências dessa prática, aprimorando o nosso senso crítico como cidadãos.

Pirataria de Software

Formas mais conhecidas

Como mencionado acima, a pirataria é relacionada a atos que burlam as leis de direitos autorais. Em praticamente todos os casos, as licenças de softwares não são respeitadas. Elas são disponibilizadas gratuitamente em cópias ilegais pela Internet ou em lojas, que as distribuem em preços bem menores do que as versões pagas.

Os programas, sistemas operacionais e jogos passam por um processo de engenharia reversa, em que o cracker, conhecedor da estrutura desses aplicativos, cria uma maneira de fazê-lo funcionar gratuitamente, o que motiva os usuários a não optarem pelo produto original.

O “desconhecimento” das licenças

Uma das formas que engloba a pirataria que muitos parecem desconhecer é o real sentido da aquisição da licença de um software. Quando você compra um sistema operacional, como o Windows Vista, por exemplo, a licença que permite sua utilização estipula a instalação dele em apenas um computador.

Ao adquirir o produto, muitas pessoas, até mesmo no mundo empresarial, pensam que têm o direito de colocá-lo em diversas máquinas, emprestando também para vizinhos e amigos, o que, segundo os termos de uso do próprio sistema, configura o crime de pirataria.

No entanto, vale lembrar que muitas licenças permitem a utilização do seu software em diferentes computadores. Alguns jogos também podem ser instalados em um certo número específico de máquinas. O fato é que os termos de uso disponibilizados pelos desenvolvedores precisam ser lidos atentamente para evitar problemas nesse sentido.

Pirataria no mundo

Um dos pontos que mais chama a atenção quando se trata de cópias ilegais de software é quanto ao percentual que a prática abrange em diferentes regiões do mundo.

Como é possível observar, América do Norte e Europa Ocidental são as partes do mundo em que menos ocorre a prática da pirataria. Alguns dos motivos que levam a esses números são bem claros, como o maior poder aquisitivo da população e o preço comparativamente menor pago pelos próprios aplicativos, além da maior fiscalização e punição quanto ao crime.

Por outro lado, em regiões do mundo onde a renda é menor e o preço pago pelos softwares elevado, a pirataria aumenta drasticamente. Fatores históricos e sociais também são de grande influência nesses números.

Motivos

Se perguntarmos para qualquer pessoa os motivos que a levam a utilizar softwares piratas em seu computador, em quase todos os casos a resposta principal é o preço elevado dos produtos originais. Ao se deparar com as mesmas possibilidades gratuitamente, o usuário é tentado a escolher o pirata.

A Internet em banda larga propicia ainda mais a transferência dos softwares de maneira gratuita, em aplicativos especialmente desenvolvidos para isso. Os compartilhadores P2P, além de programas que fazem uso do sistema torrent, são algumas das opções mais utilizadas na disseminação dos piratas.

Outro ponto que facilitou o processo foi a democratização dos gravadores de CDs e DVDs, hoje vendidos a preços extremamente acessíveis. Há alguns anos, até mesmo a pirataria era algo mais caro para o usuário comum, que precisava adquirir as mídias prensadas, gravadas em máquinas especiais.

Mas sem dúvida o principal motivo que leva tantas pessoas a praticarem a pirataria de software é a ideia de que esses atos não parecem ser criminosos, ou já que “quase todo mundo faz”, a justiça não tem como punir todos que praticam. A falta de fiscalização e medidas mais duras quanto à pratica também favorecem a ação dos “pirateiros”.

Desvantagens

A única "vantagem" real apresentada por um software ilegal é a diferença de preço em relação ao original. Todas as características do produto licenciado, como a garantia, além de suporte e atualizações de segurança, não existem ao adquirir o pirata.

Outra grande desvantagem que muitas vezes passa despercebida é a quantidade de dinheiro desperdiçada no processo, além dos custos em desenvolvimento e distribuição arcados pelas empresas criadoras dos programas. Segundo os dados do estudo sobre a pirataria da "Business Software Alliance" (BSA), o Brasil perdeu 1,645 bilhão de reais no ano passado com a pirataria de software.

Isso barra a criação de novos empregos e reduz os ganhos das desenvolvedoras de aplicativos, além da arrecadação de impostos com os softwares legítimos. Se todos comprassem programas originais, o preço reduziria em comparação à realidade atual.

Originais de sucesso

Alguns softwares se mostram tão eficientes em suas versões pagas que levam os usuários a gastarem um pouco mais com suas licenças. Diversos antivírus de alta qualidade são um bom exemplo do caso. Eles resolvem o problema através de um aplicativo que requer o pagamento para manter o seu banco de dados atualizado.

No caso dos jogos, o desenvolvimento de versões para teste de boa qualidade para que o usuário conheça o jogo e decida pela compra, além de possibilidades multiplayer atraentes, como acontece em World of Warcraft, são algumas das melhores opções para contornar o problema da pirataria. Jogos disponibilizados eletronicamente, como acontece no Steam, também poupam os gastos em distribuição e gravação em mídia e barateam os produtos.

Quanto aos sistemas operacionais, a melhor maneira de tornar os softwares mais baratos ainda é vendê-los juntamente com computadores novos, em parcerias com empresas do ramo. O valor do sistema é agregado ao equipamento, e sai bem mais em conta do que se ele precisasse ser adquirido de maneira avulsa.

Outra saída encontrada pelos desenvolvedores é quanto aos aplicativos online, que requerem um cadastro pago para que o usuário tenha acesso às suas funções. A evolução nesse sentido parte para o que é chamado de “cloud computing”, termo que designa um sistema bem mais completo e complexo de aplicativos e soluções online para a computação.

Debatendo o tema

O objetivo principal desse artigo é informar você, nosso usuário, sobre as características da pirataria, um assunto que gera discussões entre pessoas no mundo inteiro.Gostariamos de saber qual é a sua opinião, quanto às causas e conseqüências da prática ilegal em nosso país, além das medidas que deveriam ser tomadas para diminuí-la.

Se você quer aprender um pouco mais sobre a pirataria no Brasil e no mundo, confira o site da BSA, órgão que representa os principais desenvolvedores de software mundiais. Clique no link abaixo de acesso à página para conferir notícias e estudos referentes à pirataria, além de informações muito interessantes sobre o tema.

Link

BSA
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sábado, 24 de abril de 2010

Programa na nuvem ajuda candidato a passar em concursos públicos


Tuctor também auxilia na preparação para vestibular e exames da OAB

A realidade de muitos jovens passa pelo sonho de passar em um concurso público, passar no vestibular ou, em casos mais específicos, no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Já estava na hora de alguém pensar num programa que ajudasse nesse processo. Noites sem dormir debruçados sobre livros agora podem receber a ajuda do Tuctor, um programa online que ajuda o estudo dos candidatos.

O programa é fruto do trabalho de Rogério Neiva Pinheiro, professor, juiz do Trabalho e especialista em preparação para concursos e exames. Com o sistema, por exemplo, um candidato ao exame da OAB pode conseguir a total preparação com cerca de 200 horas de estudo. A ferramenta entra agora em fase final de desenvolvimento e já conta com 6 mil usuários cadastrados, segundo dados de abril de 2010.

"O sistema consiste em uma ferramenta de gerenciamento e estruturação de programas de estudo, além de atuar como motivador de sua execução. O usuário insere todas as variáveis para a preparação, tais como matérias, fontes de estudo, entre outros elementos. Então o sistema mostra o caminho a ser seguido e acompanha a sua evolução por meio de uma série de indicadores”, afirma Neiva.

Caso o aluno não siga o planejamento estipulado pelo Tuctor, é informado o tempo a mais de estudo necessário para atingir o objetivo e o quanto será preciso estudar a mais semanalmente para compensar a falha. “Com esta informação, o candidato, por exemplo, saberá se o atraso fará com que ele estude ou não todo o conteúdo previsto até o dia da prova”.

Para auxiliar na preparação, o Tuctor traz alguns programas de estudo já prontos, com matérias e bibliografia indicada para concursos e exames, como o da OAB. Entretanto, o sistema pode ser utilizado para qualquer tipo de prova, bastando ao usuário abastecer a sua conta com as matérias estabelecidas no edital aberto atualmente ou do anterior, isto no caso dos exames já esperando, mas que ainda não tiveram o edital publicado.

Tuctor
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Windows Live Messenger se aproxima dos 11 anos quebrando recordes


Mensageiro instantâneo da Microsoft tem 45 milhões de usuários no Brasil

Primeiro, MSN Messenger, agora, Windows Live Messenger. De uma forma ou de outra, o mensageiro instantâneo da Microsoft chega aos 11 anos de idade mais forte do que nunca. O serviço, que começou em 1999 como um comunicador instantâneo, hoje oferece a plataforma de comunicação mais completa de todas as mídias sociais, com mais de 330 milhões de usuários no mundo.

Maior serviço de mensagens do mundo, disponível em 76 países e em 48 idiomas, o Messenger tem no Brasil sua maior base de usuários, com cerca de 45 milhões de pessoas e crescimento de 658% em sua base nos últimos cinco anos. O Messenger no país é um fenômeno e conquista mais de 537 mil novos usuários por mês. Cerca de 25% do tempo online dos brasileiros são dedicados ao Messenger e cada pessoa utiliza 480 minutos por mês.

Quando foi criado, há uma década, o Messenger inaugurou uma nova forma de comunicação. Com ícones e símbolos em movimento, deu vida às palavras, expressão aos sentimentos nos contatos entre amigos e familiares. Criou oportunidades para histórias de amor, reuniões de família, de trabalho e bate papos entre colegas, além de beneficiar todas as classes sociais, já que o acesso a ferramenta depende apenas de um computador - particular ou compartilhado por uma comunidade.

Algumas curiosidades sobre o Messenger da Microsoft:

- Os usuários do Messenger entram no programa três vezes ao dia. Ou seja, em um ano são mais de 1.100 acessos.

- A população dos EUA e do Canadá somadas é igual ao número de usuários ativos mensalmente, no Messenger, no mundo.

- Mais de oito milhões de janelas do chat Windows Live são abertas todos os dias. Se escrevêssemos estas mensagens em papel e as empilhássemos, teríamos o necessário para alcançar a Lua e voltar.

- Se as pessoas escrevessem cartas ao invés de usar o Messenger, seria necessário o corte de 2.8 milhões árvores por dia.

- No mundo, são enviadas em média 9,4 bilhões de mensagens por dia pelo Messenger.
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Novo vírus se disfarça como atualização perfeita do Photoshop


Trend Micro detecta Cavalo de Troia que se passa por atualização da Adobe

De repente, seu Photoshop começa a avisar que precisa ser atualizado. Os ícones que surgem na tela parecem legítimos. Cuidado! Trata-se de um cavalo-de-troi perigosíssimo chamado TROJ_FAYKDOBE.A. Pesquisadores da Trend Micro, empresa especializada em segurança digital, detectaram recentemente uma nova ameaça virtual disfarçada de atualização da Adobe.

Esse malware tem os mesmos ícones e detalhes de uma atualização do software legítimo, o que o impede de ser descoberto por antivírus e análises de sistemas, além de induzir os usuários a acreditarem que ele é de fato é legítimo. Assim que executado, o TROJ_FAYKDOBE.A faz o download de outros arquivos maliciosos identificados como BKDR_VBBOT.AP, BKDR_VB.JHM e BKDR_VB.JGT. O primeiro age como componente central e se conecta a servidores específicos para reconhecer os comandos de um usuário remoto. Já o segundo é utilizado para coletar dados e encerrar determinados processos em execução. Por fim, último serve como Proxy, para que usuários remotos possam acessar os sistemas afetados.

Esse golpe é similar ao que recentemente atingiu o Vietnã, com a ameaça BKDR_VBOT.A que se passava por VPSKeys, cujo malware foi usado para estabelecer uma rede de bot, que espia os sistemas infectados e contribui na distribuição de ataques de negação de serviço (DDoS). Ele também faz o download do BKDR_VBBOT.AP e, como o TROJ_FAYKDOBE.A, foi criado com a linguagem Visual Basic.

O Trend Micro Smart Protection Network protege seus usuários dessa ameaça evitando o download e a execução dos arquivos maliciosos com TROJ_FAYKDOBE.A, BKDR_VB.JGT, BKDR_VB.JHM, BKDR_VBBOT.AP e BKDR_VBOT.A.
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Netbooks dual-core serão lançados ainda este ano


Temos mais uma prova de que o dual-core Atom Pine Trail-M está chegando. Estamos falando sobre o Atom que foi apresentado em janeiro no formato single-core. Futuramente, ainda neste ano, a Intel finalmente vai liberar e deixar seus parceiros produzirem netbooks dual-core.

A demanda certamente existe, já que muitos clientes e parceiros teriam o maior prazer em vender tais sistemas. Netbooks do futuro também serão limitados a formato de tela 10.2, mas a Intel pode mudar de idéia.

A plataforma Atom netbook dual-core deve ter um TDP de 10W, o que não é tão ruim, considerando que os sistemas single-core têm entre 7W e 8W TDP. Você vai ter um grande desempenho com dual-core, mas as frequências serão mais elevadas no lado single-core.

A data de lançamento do Atom dual-core é em algum momento do segundo semestre de 2010, provavelmente só no último trimestre, mas no momento a Intel diz não estar pronta para revelar essa informação.
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Anonimato na internet tem seu lado sombrio



Taffy Brodesser-Akner

Em fevereiro, escrevi para o site Salon.com um artigo sobre o distúrbio de estresse traumático pós-parto de que sofri depois do nascimento do meu filho. Infelizmente, foi um artigo que pude escrever em primeira pessoa, e nele eu discutia estatísticas, pesquisas e minha ambivalência inicial quanto a um diagnóstico que parecia mais apropriado para veteranos de guerra e vítimas de estupro. O texto não tinha o objetivo de evocar simpatia, e sim o de informar. Além disso, dado o volume de antidepressivos que eu vinha usando, eu não conseguia nem mesmo ter pena de mim mesma.

E por isso fiquei surpresa quando, horas depois da publicação do meu artigo, comecei a encontrar comentários malévolos na área reservada às reações dos leitores.

"Você deveria pensar em não ter mais filhos".

"Lamento pelo filho dela. Imagine ter de viver com uma mãe assim".

Nem todos os comentários eram negativos. Alguns eram simpáticos, solidários, e até mesmo tocantes. Mas os comentários malévolos eram mesmo muito hostis.

Não estou escrevendo este artigo para relatar o quanto me magoei. Na verdade, estou confusa. É aceitável que as pessoas desejem debater os méritos (ou falta deles) das opiniões e fatos discutidos no que escrevi. Também é aceitável que elas simplesmente não gostem do meu trabalho. O que me parece inexplicável é o motivo para que os comentários online sejam malévolos de modo tão gratuito; por que, em uma ocasião em que existe uma oportunidade de discordar amavelmente de um autor ou de outros leitores, algumas pessoas preferem empregar aquele espaço para exibir sua peçonha, em lugar de apresentarem argumentos bem fundamentados.

Não sou a única. Em outubro, o jornal Philadelphia Weekly publicou um artigo de uma mulher que escreveu sobre as dificuldades que sofreu depois de um acidente de automóvel (Ela não tinha plano de saúde.) Eis um comentário, de uma leitora que se assina Rux P.:

"Tome vergonha. Tive câncer de mama, fiz uma mastectomia e quimioterapia. Com um plano de saúde ruim e sobrevivi. Use um band-aid da Minnie e vá dormir".

Por que a internet é um playground tão cruel? Kathleen Taylor, autora de um livro sobre o aspecto cerebral da crueldade, tem uma hipótese: "Evoluímos para viver em contato face a face", ela disse em entrevista recente. "Temos necessidade de interação constante com os outros, para que nos digam que é aceitável dizer o que dizemos. Na internet não existe isso; faltam gestos, linguagem corporal. E surge essa sensação de poder ilimitado porque não há coisa alguma que detenha, nenhuma reação imediata ao que se afirma".

Os comentários online deveriam ser a contribuição da geração internet à democracia. A pessoa poderia não só ler notícias mas debatê-las com outros leitores interessados no assunto ou expressar suas opiniões ao autor.

Mas como um autor deveria responder a uma torrente de maldade anônima? Um colega jornalista me aconselhou a dar uma olhada prévia nos comentários e a pular os maldosos. Mas não sou tão evoluída. Leio todos os comentários, ainda que prefira não responder. Isso pode parecer covardia, mas a agressividade gratuita de muitos dos comentaristas realmente me silencia.

Além disso, como eu deveria reagir? Ignorar os malévolos e responder só aos comentários ponderados? Ou devo responder a todos? E, nesse último caso, como fazê-lo? Um dos motivos para que eu não responda é exatamente que não desejo que os malvados saibam que estou lendo o que escreveram. O anonimato dos comentaristas da internet é algo que parece preocupar outros observadores, igualmente.

Connie Schultz, colunista do jornal Cleveland Plain Dealer, critica ferozmente a prática dos sites jornalísticos de permitir comentários anônimos, e escreveu em um artigo online em março que "talvez seja otimismo tolo da minha parte, mas gosto de acreditar que um dia admitiremos - para nós mesmos e diante do público - que permitir que as pessoas se ocultem no anonimato não fez bem ao nosso setor, nossa cultura e nosso país".

E o The New York Times reportou este mês que diversos veículos noticiosos, entre os quais ele mesmo e o Washington Post, estavam reconsiderando a abordagem adotada quanto a comentários de leitores anônimos. A ideia é que os usuários sejam forçados a assumir maior responsabilidade pelo que dizem e prevenir alguns dos comentários mais insultuosos que surgem online. Eu apreciaria isso.

Talvez eu jamais venha a descobrir o que motiva os comentaristas malévolos a exibir tamanha crueldade. Passei uma semana batalhando para conseguir que alguns deles me concedessem entrevistas. Não surpreende que nenhum tenha respondido. Considerei a hipótese de fazer eu mesma alguns comentários rudes, para determinar se existe alguma satisfação secreta em agir assim, mas não consegui me forçar a isso.

Portanto, se você estiver lendo esse artigo, e chegou até aqui, por favor vá ao site (se ainda não estiver lá) e me faça uma pergunta. Debata meus argumentos comigo. Diga-me o que pensa. Estarei lá. Mas por favor, seja gentil. Estou tentando algo de novo, afinal.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rede social revela dados de cartões de crédito de usuários


Dados de cartões de crédito de usuários da rede social de compras Blippy estão sendo expostos em buscas no Google.

O site Mashable exibe - omitindo os números, mas mostrando os nomes dos donos dos cartões - o resultado enviado por um internauta para a busca no Google de "site:blippy.com + from card". A busca retorna detlhes das compras e, a cada nome, detalhes para "trasação com cartão" ou "transação com cartão de crédito" com o valor gasto, a localização (com o endereço do comprador) e o número completo do cartão.

O Blippy é uma rede social na qual os participantes compartilham as compras realizadas. Segundo o jornal The New York Times, o site foi criado em 2009 e já conta com 150 mil participantes. Em março, captou 11 milhões de um fundo de investimentos.

É comum que os usuários detalhem não apenas compras importantes, como seus gastos corriqueiros, como a conta do almoço ou mesmo despesas médicas, inclusive custos de cirurgias plásticas. Em março, usuários começaram a fornecer acesso à suas contas no site da Amazon.com, permitindo atualizações. É comum, ao fazerem isso, que forneçam acesso a números de contas bancárias e de cartões de créditos com a suposição de que permaneçam protegidos. Mas não foi o que aconteceu.

Ao saber do ocorrido, o Blippy postou um comunicado em que se diz "muito preocupado" em proteger as informações. "Nós empregamos medidas administrativas, físicas e eletrônicas para proteger sua informação.

A liberação dos dados, segundo o Mashable parece ter sido uma falha no sistema de segurança, que o Blippy prometeu corrigir, mas sem informar medidas que foram tomadas.
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Banda larga no Brasil: como está ela em 2010 e quais as perspectivas para o futuro?


Somos um país continental, porém, no Brasil, a banda larga ainda é cara e não alcançou todo o território nacional. Conheça um pouco mais dessa realidade e saiba também o que vem por aí.

Mesmo com um crescente número de acessos devido ao barateamento dos computadores, algumas regiões do país ainda estão presas em uma espécie de “apartheid” que impede a conexão de milhares de brasileiros à internet.

Seja por motivos econômicos – afinal os preços de banda larga continuam salgados (e intragáveis em algumas localidades) -, seja por motivos de infraestrutura – pois alguns lugares simplesmente não têm nenhum tipo de cobertura banda larga -, o Brasil ainda tem muito que melhorar.

A banda larga no Brasil hoje

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35% da população brasileira teve acesso à internet no final de 2008. Transformando em números exatos, isso significa que 56 milhões de brasileiros utilizavam a rede mundial de computadores.

Em 2009, o Ibope apontou um crescimento de 8,2% e, ao todo, 67,5 milhões de brasileiros foram considerados digitalmente incluídos, acessando a web regularmente de casa, do trabalho, da escola, de lan houses ou de bibliotecas.

Apesar do crescente número de "brazucas" conectados, que em 2005 eram cerca de 1 milhão de residências, nossa realidade ainda deixa muito a desejar. Contudo, previsões apontam que a conexão via banda larga deve chegar a um número maior de brasileiros ainda neste ano.

Tratando do número de assinaturas de internet banda larga, ou seja, número de residências que possuíam a conexão, no final de 2009 eram 10,2 milhões a uma taxa média de R$ 96 de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Comitê Gestor da Internet (CGI).

O caso da região Norte

Se há crescimento de acesso, logo deve haver aumenta da cobertura, certo? Mais ou menos. Se tomarmos como exemplo a região Norte do Brasil, verificamos uma realidade totalmente diferente das demais: de acordo com os deputados federais Marcelo Serafim (PSB-AM) e Janete Capiberibe (PSB-AP), dos 62 municípios do estado do Amazonas, apenas a capital Manaus tem cobertura completa de banda larga e celular.

Os parlamentares propuseram um debate pela maior atenção à região, na Câmara dos Deputados, na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Regional. Do encontro, saiu a previsão de um representante do Ministério das Comunicações de que até o final de 2010, todos os municípios da região norte tenham cobertura para conexões banda larga.

Apesar de Manaus ser a única cidade completamente coberta por sinal de ADSL, o preço deixa muita gente fora da web. Isso porque uma conexão de 600 Kbps, maior velocidade disponível na região e oferecida pela operadora Oi, custa nada mais nada menos de que R$ 429,90, valor bem acima dos R$ 35 reais propostos pelo governo federal em seu plano de universalização da banda larga no Brasil.

Plano Nacional de Banda Larga

Levar internet de até 1 Mbps a preços acessíveis a 50% dos domicílios urbanos brasileiros até 2014: esse é o objetivo principal do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), um estudo elaborado pelo Ministério das Comunicações e entregue ao presidente Luís Inácio Lula da Silva no segundo semestre de 2009.

Com investimento girando em torno de R$ 75 bilhões, a ideia é usar redes de fibra ótica já existentes no Brasil e que não vêm sendo utilizadas, para criar redes móveis e expandir o acesso à rede mundial de computadores até localidades que ainda não possuem o acesso. O plano ainda está em fase de elaboração, pois muito se discute em torno de sua implementação.

O Plano não deixa de lado a internet móvel e pretende atingir, até 2014, 60 milhões de usuários pessoais. Outras metas do PNBL incluem internet banda larga para a totalidade de unidades da administração pública (federal, estadual ou municipal) e unidades de saúde, além de bibliotecas públicas e órgãos de segurança pública.

Para a zona rural, o PNBL projeta a implementação da banda larga em 15% dos domicílios, o que representa cerca de 1 milhão de pontos de acesso, bem como a implementação integral em unidades de saúde e escolas.

PNLB: público, privado ou misto?

O PNBL reaviva uma discussão sobre a necessidade ou não da intervenção estatal para democratizar o acesso à internet no Brasil, pois uma das possibilidades do plano é a reativação da Telebrás, estatal brasileira criada em 1972 e responsável por padronizar e modernizar os serviços de telefonia no país, mas privatizada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Modelo estatal

Essa posição, de um modelo estritamente estatal, é mantida pelo Ministério do Planejamento. Obviamente ela apresenta pontos positivos, como a facilidade de conferir um cunho social ao plano, visto que empresas do Estado não visam lucro e podem muito bem oferecer um serviço amplo e de qualidade.

Além disso, os planos disponibilizados pela estatal forçariam as empresas privadas a reverem seus preços. O ponto negativo fica por conta de uma hipótese: se a banda larga do governo não fosse a mais eficiente o consumidor sairia prejudicado. Contudo, a insatisfação em relação à qualidade e ao preço aplicado pelas telefônicas faz crer que pior não deve ficar.

Modelo privado

O Ministério das Comunicações, por sua vez, defende a gerência privada do PNBL, ou seja, o governo cede apoios fiscais às telefônicas para que elas comercializem os planos com os consumidores, inclusive em locais afastados dos grandes centros urbanos, aumentando o alcance e a qualidade e diminuindo o preço das mensalidades da internet banda larga no Brasil.

As vantagens de um plano gerenciado única e exclusivamente pela iniciativa privada seriam a experiência das empresas já existentes e também a possibilidade de novos investimentos no setor. Por outro lado, deixar novamente a banda larga sob a “mão invisível do mercado” não garante aos usuários nem melhoria na qualidade dos serviços, muito menos preços baixos.

Modelo misto

Por fim, a terceira via do PNBL é a economia mista, ou seja, com partição pública e privada. Essa via é defendida pelo Ministério da Casa Civil e nela a gestão da rede ficaria sob a tutela da Telebrás, contudo, a empresa não faria a venda direta para o consumidor, mas, sim, para pequenos provedores privados.

O Estado atuaria como provedor somente em locais mais distantes e menos povoados, ou seja, onde não houvesse interesse comercial por parte das empresas privadas. Com essa medida, com certeza surgiriam milhares de novos concorrentes no mercado, o que ajudaria a baixar o preço.

Além disso, a participação do Estado evitaria concorrência desleal e garantiria os preços baixos e também a oferta de serviços com qualidade por parte dos provedores. Essa medida também não agrada aos grandes “barões” das telefônicas no Brasil e acabaria por colocar o governo federal como único responsável por infraestrutura no setor, o que nem sempre é um ponto negativo.

Banda larga econômica

Adiantando-se um pouco ao projeto do governo federal, a Telefônica, em parceria com o governo do Estado de São Paulo, oferece o serviço de banda larga com velocidade de 256 Kbps por R$ 29,80. Isso é possível pois o governo estadual isenta a empresa do ICMS, valor que corresponde a 25% do cobrado pela operadora.

É uma iniciativa louvável, porém, com um pouco mais de boa vontade isso poderia ser revisto. Claro que 256 Kbps é bem melhor do que os 56 Kbps de uma internet discada, contudo, ainda é muito baixo. Pelo valor cobrado, a empresa poderia oferecer uma velocidade maior, quem sabe de até 1 Mbps como versa o PNBL.

Classe C e a banda larga

Pesquisa do Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração (Profuturo/FIA) aponta que, até 2020, metade da população que compõe a classe C terá acesso à internet. Desse montante de acessos, 60% será via conexão banda larga. De acordo com a mesma pesquisa, em 2008, apenas 7% do grupo tinha acesso a esse tipo de conexão.

As estimativas do Profuturo são de que, em dez anos, 99% da classe A esteja conectada na web via banda larga, valor também superior aos 64% de 2008. Para a classe B, a projeção indica um salto de 26% (2008) para 90%. Por fim, a classe D deve ascender de 1% para 25%.

A mesma pesquisa indica que quem mais sairá ganhando com a expansão serão as operadoras que oferecem serviço via cabo modem ou sem fio, que devem crescer 33%. Outro mercado em ascensão será o de conexão via rede WiMax, com 31%. Contudo, essencialmente no caso das classes C, D e E, o ADSL será a principal forma de conexão.

Internet móvel

A telefonia móvel de terceira geração (3G) começa a se consolidar no mercado de internet móvel brasileiro, seja para aparelhos de telefone celular ou computadores portáteis. Os novos padrões de telefonia utilizados permitem aos usuários muito mais do que apenas enviar e receber mensagens e completar ligações.

O suporte cada vez maior para novos serviços abre um mercado interessante para novas empresas no setor. Contudo, a relação custo-benefício acaba fazendo da internet 3G uma opção não muito viável para usuários caseiros quando se compara com planos de conexão banda larga via ADSL ou cabo.

As quatro principais operadoras de telefonia celular do Brasil, Oi, Vivo, Tim e Claro, oferecem o serviço de internet móvel. O plano com velocidade de até 1 Mbps (na verdade a velocidade varia de acordo com condições climáticas, posição e deslocamento do usuário) variam em algumas operadoras de acordo com o pacote de dados, porém, custam em média R$ 119,90.

O Plano Nacional de Banda Larga, porém, não deixa de lado a internet móvel. Como foi dito anteriormente, a meta é que até 2014 haja 60 milhões de pontos de acessos em todo o Brasil suportados pela rede de telefonia. Quem sabe com as melhorias da rede 3G e o advento de uma nova rede, a 4G (clique aqui para ler mais sobre a 4G), a internet móvel se popularize ainda mais por aqui.

Banda larga pelo mundo

É importante ver os esforços do governo federal para democratizar a banda larga e levar acesso aos locais mais ermos do enorme país que é o Brasil. Contudo, ao olhar para fora, é possível notar a enorme diferença tecnológica que há entre nações mais desenvolvidos e o Brasil.

Em Hong Kong, por exemplo, é possível acessar a internet com uma velocidade de 1 Gbps pagando apenas US$ 26 (cerca de R$ 45). A cidade de Berklye, na Califórnia, Estados Unidos, registrou a maior média de velocidade de transferências de dados: 18,7 Mbps para fazer um download.

A Finlândia, terra da Nokia e de Linus Torvalds (criador do Linux), é o primeiro país do mundo em que o acesso a banda larga (e com velocidade de 1 Mbps) é direito garantido por lei a todo cidadão. Ou seja, ninguém precisa pagar para ter uma conexão com excelente velocidade e qualidade. A partir do fim de 2016 nenhuma residência poderá estar a mais de 2 km de um ponto de acesso de 100 Mbps.

A realidade brasileira é bem diferente da de outros países também na internet móvel. Na Áustria, por exemplo, uma conexão de 21 Mbps custa, mensalmente, US$ 25 (cerca de R$ 44) com um pacote de dados de 19 GB. Obviamente, a operação de uma rede nacional na Áustria é bem mais barata, devido ao tamanho do país. Mas, de qualquer forma, a diferença de preço é exorbitante.
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Microsoft lança kit para quem usa Windows 7 em PC touchscreen


Com três jogos e três aplicativos, pacote é válido para quem tem o sistema operacional original. Download gratuito está disponível no site da companhia.

A Microsoft liberou nesta quinta-feira (22) um pacote de aplicativos para quem tem o sistema operacional Windows 7 original e um computador com suporte a tecnologia multitoque.

Disponível para download gratuito no site da companhia, o kit conta com três jogos e três aplicativos presentes no Surface – aquele computador em formato de mesa, no qual o “tampo” é uma grande tela sensível ao toque.
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Ubuntu 10.04 RC está disponível para download


Versão final da distribuição Linux deverá ser lançada em 29/04

A equipe de desenvolvimento do Ubuntu anunciou nesta quinta-feira que a versão RC1 do Ubuntu 10.04 (codinome Lucid Lynx) já está disponível para download. Este é o último passo no ciclo de desenvolvimento do Ubuntu 10.04, que deve ter seu lançamento oficial no próximo dia 29 de Abril.

Além do Ubuntu, as variantes Kubuntu (baseada no KDE), Xubuntu (baseada no XFCE), Edubuntu (uma versão para o mercado educacional), Ubuntu Studio (para músicos e ilustradores), Netbook Remix (para netbooks) e Mythbuntu (para Media Centers) também atingiram o status de “Beta”.

Tempo de boot reduzido, um novo projeto gráfico, integração com serviços online e até mesmo sua própria loja de músicas são alguns dos destaques do Ubuntu 10.04. Mais informações estão disponíveis no site oficial, em www.ubuntu.com.
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HTML 5 não vai acabar com os plug-ins. Pelo menos no curto prazo


Esta é a conclusão de um relatório da Forrester Research, que vê a polêmica conduzida mais por políticas de vendas do que pela realidade.

A HTML 5, especificação para uso de multimídia em aplicações web, não vai tomar tão cedo o lugar das tecnologias proprietárias para criação de aplicações com conteúdo rico na internet (Rich Internet Application, ou RIA), como Adobe Flash/Flex ou Microsoft Silverlight, afirmou esta semana um analista de mercado, em relatório.

Com base nos dados compilados de três pesquisas de TI realizadas em 2009, a Forrester Research não enxerga a obsolescência das plataformas proprietárias de plug-in.

“Por no mínimo cinco anos, a resposta será um sonoro ‘não’; as implementações inconsistentes da especificação preliminar do HTML 5 e a existência de ferramentas ainda imaturas tornam a criação de aplicações HTML 5 capazes de funcionar de forma consistente entre navegadores e sistemas operacionais um desafio real”, afirma o relatório chamado “Does HTML 5 Herald the End of RIA Plug-ins? Not really” (O HTML 5 anuncia o fim dos plug-ins? Com certeza, não), publicado em 21 de abril.

Festa e golpe
O HTML 5 oferece recursos multimídia como padrão e tem sido festejado principalmente pela Apple, que tem promovido seu uso em aparelhos como o iPad ao mesmo tempo que desestimula o uso de Flash – o que tem sido um golpe amargo contra a Adobe. O HTML 5 também tem o apoio de empresas como Google e até da Microsoft, dona do Silverlight.

A Forrester vê a disputa “HTML 5 contra rivais proprietários“mais como uma questão de política de vendas do que baseada na realidade do desenvolvedor.

“No fim, as plataformas HTML 5 e RIA serão tecnologias complementares e as empresas de desenvolvimento terão que investir nas duas abordagens para fornecer aplicações expressivas que combinam alcance e riqueza de conteúdo”, afirmou a Forrester.

O que atrapalha o HTML 5 são questões como a ausência de um codec de vídeo padrão e uma suscetibilidade a implementações inconsistentes baseadas no padrão preliminar (draft standard), sustenta a Forrester.

Desafio contornado
“Todas as pessoas com as quais converso dizem que a questão do codec será um desafio a ser contornado”, conta Jeffrey Hammond, analista principal da Forrester e principal autor do relatório, em uma entrevista na quinta-feira (22/4). Não há um bom codec de código aberto para HTML 5 que seja consensual, diz ele.

O desprezo oficial da Apple pelo Flash, explica Hammond, “certamente serve a seus próprios interesses mas está basicamente forçando os desenvolvedores a fazer uma escolha para a qual não estão prontos”. O analista afirma que o HTML 5 ainda não está suficientemente maduro.

O HTML 5 é um esforço conjunto do World Wide Web Consortium (W3C) e do Grupo de Trabalho em Tecnologia de Aplicação Hipertexto para a Web (WHATWG, na sigla em inglês). Será preciso anos para que se torne um padrão estável e ratificado, prevê o relatório da Forrester.

Os fornecedores de browsers oferecem apenas suporte parcial, e ainda será preciso analisar se o modelo de programação do HTML 5 será mais produtivo, avalia a empresa. Os desenvolvedores que desejam trabalhar com HTML 5 também precisam conhecer CSS (Cascading Style Sheets) para criar estilos às aplicações, JavaScript para controlar seu comportamento, e SVG para gráficos vetoriais, enumera o relatório.

Aprovação em 2022
A Forrester prevê que o HTML 5 atinja o estágio de Recomendação Candidata (Candidate Recommendation) em 2012. Uma recomendação totalmente aprovada só deverá sair em 2022. Enquanto isso, plug-ins e AJAX permitirão que os desenvolvedores trabalhem, aponta o relatório.

Entre outros destaques do relatório, a Forrester encontrou uma forte correlação entre o uso de plataformas de servidor e a estratégia deRIA. Desenvolvedores de plataformas .Net usam ASP .Net AJAX e Silverlight, ao passo que o Adobe Flex é mais usado por desenvolvedores Java.

A Forrester também descobriu que o AJAX de código aberto, como o Icefaces da Icesoft, vem ampliando seu espaço diante das tecnologias AJAX comerciais.
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Vírus que rouba dados bancários se espalha rapidamente




Zeus, um virus que rouba dados bancários, chegou à sua versão mais perigosa e se espalha numa velocidade sem precedentes, anunciou nesta quinta-feira uma empresa de segurança na internet Trusteer.

De acordo com o alerta, o vírus - do tipo cavalo-de-Tróia - se instalou de maneira oculta em um em cada três mil computadores entre os cinco milhões e meio deles monitorados pela companhia nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Zeus 1.6, a nova versão do vírus, pode se propagar através dos navegadores Internet Explorer e Firefox, informou ainda a Trusteer. O vírus rouba as informações após registrar as senhas que os usuários utilizam ao acessar a uma lista específica de sites, a maioria pertencente a bancos e outras instituições financeiras.

Os dados são enviados a um servidor remoto e depois vendidos a ciberc riminais. É, segundo a empresa, a capacidade de se propagar pelo Firefox que torna o virus uma ameaça particularmente perigosa. "Acreditamos que as fraudes bancárias dispararam nesta nova versão porque quase 30% dos clientes usam Firefox e a infecção se estende numa velocidade nunca vista", disse à agência Associated Press Amit Klein, um dos responsáveis pela Trusteer.

Um grupo de especialistas em segurança conseguiu, em março, desativar um servidor de internet do Cazaquistão que era utilizado para manter ativas algumas das piores ameaças na internet, inclusive a gigantesca rede zumbi Zeus.
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Norton Internet Security 2011 virá preparado para novas ameaças


A versão mais recente do software, ainda em testes, integra recursos de verificação para o Facebook e combate a scarewares.

A versão des testes do Norton Internet Security 2011 conta com alguns recursos desenvolvidos para proteger os usuários de malwares – em especial os que são espalhados por meio de links do Facebook e aqueles que se disfarçam de softwares antivírus, conhecidos como scareware.

Há também outras ferramentas e melhorias úteis, resultando em uma aplicação de segurança multiuso voltada para um ambiente que está mudando rapidamente, com novas ameaças surgindo a cada dia.

Monitorando links do Facebook
O novo Facebook Scan verifica links no Mural e no Feed de Notícias da rede social para saber se eles levam a um malware ou para sites conhecidos por espalhar malware. Quando é iniciada, a ferramenta leva o usuário a uma página do navegador, na qual mostra um relatório do progresso e resultados das verificações.

Para utilizar esse recurso – que é na verdade um aplicativo para o Facebook –, o usuário deve permitir que o Norton Internet Security 2011 acesse sua conta no Facebook. A ferramenta também pede permissão para publicar os resultados na sua página da rede social, mas isso é opcional.

A nomenclatura é meio confusa. A ferramenta pode ser acessada pela interface principal do software, mas na página que exibe os resultados, o nome é Norton Safe Web, que é a barra de ferramentas para o navegador, integrada ao pacote do Norton Internet Security 2011. Mas não há como verificar o Facebook diretamente da barra Norton Safe Web, e a barra por si não menciona a ferramenta de verificação do Facebook (ao menos nesta versão de testes).

O Facebook Scan ainda não funciona corretamente. Em alguns casos, a verificação trava com uma mensagem “gerando resultados”. Ao clicar no botão para visualizar os resultados a verificação começa novamente, e o processo só funciona fechando a página a iniciando novamente a partir do Norton Internet Security.

Briga contra o scareware
Um problema no combate ao scareware é que as peças individuais são tipicamente muito novas e as assinaturas dos antivírus precisam ser atualizadas para identificá-los.

A versão anterior do Norton integrou um recurso que verifica os arquivos enquanto eles são baixados para ver se são confiáveis, chamado de “Download Insight”. Se um software não for marcado como confiável, isso significa que ele não é seguro, e isso funciona como uma proteção contra a instalação de scarewares.

A nova versão amplia este recurso, adicionando suporte para mais navegadores, além de várias aplicações de mensagens instantâneas, e-mail e P2P.

Uma aplicação separada, o Norton Power Eraser, descobre e apaga scarewares que são difíceis de encontrar com softwares de segurança tradicionais. Depois de baixar, o programa verifica o sistema e envia a informação para os servidores da empresa, que analisam e registram os resultados.

É importante lembrar que o Norton Power Eraser é um verificador de sistema mais agressivo, portanto tem grandes chances de obter resultados falsos. Por isso, é uma boa ideia pesquisar antes de apagar um aplicativo para saber se é de fato um malware. Em nosso teste no Windows 7, por exemplo, o Power Eraser acusou o “shellfolderfix” como malware, quando na verdade é um software complementar que ajuda o Windows a lembrar melhor o tamanho e a posição das janelas do Windows Explorer.

Outras mudanças úteis
As versões anteriores do Norton AntiVirus e pacotes de segurança Norton eram parasitas de recursos do sistema e memória RAM. Desta vez, a Symantec decidiu dar mais atenção ao “peso” do software.

O Norton System Insight, que registra como o pacote Norton afeta o desempenho do sistema, foi melhorado na última versão. Agora, ele monitora as aplicações individualmente, conforme são utilizadas, e cria perfis de uso. Ele também alerta o usuário quando um programa está utilizando muitos recursos e está reduzindo o desempenho do sistema.

Há também outros recursos úteis, como o Norton bootable Recovery Tool, que limpa o PC de infecções perigosas sem ter que iniciar o sistema operacional. A novidade é um tutorial que ajuda na criação de uma mídia para inicializar o software, que também pode ser um pen drive.

Conclusão
A versão de testes está disponível no Norton Beta Center. Depois de baixar, o usuário tem sete dias para ativá-la gratuitamente utilizando um formulário de registro. No total, são 14 dias para testar, seguido por outro período de 14 dias. Para continuar testando depois disso, será necessário reinstalar o software. A empresa faz isso porque estima que uma nova versão de testes esteja disponível ao fim do período e quer ter certeza que apenas as versões mais recentes estão sendo testadas.

O Norton Internet Security 2011 oferece boas melhorias em relação às versões anteriores do pacote, especialmente a verificação no Facebook e a proteção contra scareware. Quando a versão final do programa estiver pronta, provavelmente em Setembro, qualquer usuário das versões anteriores poderá atualizar sem custo adicional, desde que tenha uma assinatura atual.
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Quem leva a melhor na disputa entre novo Google Docs e Office?


Análise mostra que novo pacote de produtividade do Google ganha pontos em colaboração e software de desenho, mas perde ao retirar acesso offline.

A nova versão do pacote de produtividade online Google Docs conta com melhorias consideráveis em ferramentas de colaboração, bem como em edição e formatação, além de um software de planilhas mais rápido e útil e de um novo sistema de colaboração de desenhos. É uma atualização importante especialmente para empresas que consideram vital trabalhar com ferramentas colaborativas. Mas a atualização deixa de lado a função de acesso offline aos documentos - pelo menos por enquanto - o que não deve acabar com o reinado do Microsoft.

Certamente não é mera coincidência a chegada de um grande upgrade no Google Docs logo antes do lançamento do Office 2010. Baseado no que avaliamos da versão beta do Office 2010, esta nova versão do Google Docs é bem superior do que a versão web do Office. Aqueles que desejam colaborar em documentos online devem preferir o Google Docs, mas usuários que buscam um pacote mais poderoso ainda ficarão com o Office.

Vale notar que os usuários do Google Docs continuam usando a versão antiga como padrão e terão de buscar o upgrade para usar as novas funcionalidades.

Para acessar a nova versão do Docs é necessário acessar a lista do Docs, clicar na área de Configurações (Settings) na parte superior direita da tela e selecionar Document Settings. Em seguida é necessário clicar no link Editing e selecionar a opção "Create new text documents using the latest version of the document editor" ("Criar novos documentos de texto usando a última versão do editor de documentos"). É importante que o usuário guarde estes passos se quiser retornar à versão antiga do Docs.

O usuário deve ter em mente que, ao criar um documento com uma nova versão do Google Docs, o documento será sempre aberto na nova versão, mesmo que o internauta volte para a versão antiga para criar documentos. A regra se mantém mesmo para documentos criados por outros usuários. Além disso, se você está usando a nova versão do pacote, pode editar documentos criados com a versão antiga.

Processador de textos
Aqueles que usam o processador de textos para colaboração ficarão particularmente satisfeitos com a nova versão do Google Docs. Ao contrário da edição anterior, você pode ver as mudanças que as pessoas estão realizando nos documentos em tempo real.

Quando outra pessoa está digitando um texto, um cursor colorido com o nome do usuário se move conforme as mudanças são feitas (cada pessoa possui um cursor de cor diferente).

Outra mudança interessante para a colaboração é a possibilidade de se comunicar via chat com outros usuários enquanto vocês trabalham em um documento. Quando um grupo de pessoas está trabalhando no mesmo conteúdo, o usuário visualiza uma lista de nomes no canto superior direito da tela. Ao clicar perto de um ou mais nomes, uma barra de bate-papo é aberta incluindo a lista das pessoas envolvidas naquele documento (também identificadas com cores diferentes) e exibe uma área onde a pessoa pode digitar no chat e ver outras conversas dos participantes.

As duas ferramentas de colaboração citadas acima já estavam disponíveis na planilha do Google Docs, mas não no processador de textos. Elas podem não parecer significativas, mas juntas, representam um grande passo para a colaboração, de fato.

O processador de textos do Google sempre ficou atrás do Word. Nesta nova versão ele ainda não está tão poderoso como o programa da Microsoft, mas algumas funções importantes foram adicionadas. Entre elas, destacam--se uma régua e abas que facilitam a criação de margens adequadas e a formatação de documentos. Ainda há outras melhorias menores em relação a comentários e imagens nos documentos.

Planilha
A planilha do Google Docs também não chegou ao nível do Excel, mas assim como o processador de textos, algumas funções significativas foram adicionadas.

As planilhas são carregadas mais rápido do que nas versões anteriores, e a rolagem é mais suave - mais na linha de uma aplicação para desktop do que uma versão online. Além disso, uma novidade útil é adição de uma barra de fórmulas para as células de edição. Na versão anterior do Google Docs, o usuário tinha de fazer a edição na própria célula, o que dificultava a leitura do que o usuário estava fazendo na planilha e havia pouco espaço para trabalhar. Agora o programa trabalha mais no estilo do Excel.

A função 'autocompletar' também foi adicionada, e agora o usuário pode arrastar e soltar colunas. Ainda não é o Excel, mas todas essas melhorias tornam a planilha do Google Docs muito mais fácil de usar.

Ferramenta de gráficos
A nova ferramenta de desenhos do Google Docs é bastante simples e similar ao Windows Paint. O usuário encontrará as funções básicas para desenhar linhas, adicionando objetos e textos, além de colorir áreas, mas não deve esperar a criação de gráficos de alta qualidade com a ferramenta.

Para usar os gráficos criados em outros documentos é preciso copiá-los usando o que o Google Docs chama de prancheta (clipboard) web, que é acessada por meio de um ícone na barra de ferramentas. Isto facilita a cópia de itens entre aplicações do Google Docs e documentos. A área de web clipboard mantém os itens armazenados durante um mês.

O Google Drawing supera o Paint em colaboração. Assim como nos outros programas do Google Docs, você pode usar a ferramenta de chat enquanto faz os desenhos ou acompanha as mudanças que outras pessoas estão fazendo no trabalho.

Esta nova versão do Google Docs fortalece as funções colaborativas, o que amplia os benefícios e funcionalidades de um pacote de produtividade baseado no desktop como o Microsoft Office. Com base no que vimos do Office 2010 beta, o Google Docs supera a versão online do novo pacote da Microsoft, mas ainda não é uma versão poderosa para desktop.

Uma grande desvantagem do Google Docs é a falta de acesso offline aos documentos. A Google alega que isto será corrigido no futuro, mas não há nenhuma previsão de quando isso vai acontecer.

Apesar das melhorias, ainda é pouco provável que esta nova versão do Google Docs convença muitas pessoas a desistir do Microsoft Office. No entanto, ele pode muito bem atrair aqueles que atualmente usam o Office, mas também querem usar o Google Docs para colaboração ou a criação e edição de documentos baseados na web. Esta nova versão não é um 'Office killer', mas pode acelerar a aceitação geral do Google Docs.
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Golpe usa falsa notícia sobre vacina contra H1N1 para infectar PC




22/04/2010 18h20 - Atualizado em 22/04/2010 18h20
Golpe usa falsa notícia sobre vacina contra H1N1 para infectar PC
E-mail circula com link que pode levar usuário a baixar códigos maliciosos. Armadilha associa a marca do G1 a falsa notícia sobre mortes após vacinação.

Do G1, no Rio
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E-mails com notícias falsas sobre a vacina e a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 circulam pela internet com o objetivo de fazer o internauta clicar em um link e inadvertidamente infectar o computador com programas maliciosos.

Em uma das mensagens, que usa o nome do G1, os golpistas afirmam que 15 pessoas já morreram após tomarem a vacina contra a gripe A, chegando a citar nomes, idades e locais onde moravam essas supostas vítimas.

A mensagem tenta convencer o internauta a clicar em um link, que supostamente o direcionará a um abaixo-assinado contra a campanha de vacinação. Na verdade, o link aponta para um endereço desconhecido, que nada tem a ver com o do site de notícias (para conferir isso, basta “estacionar” o mouse em cima do link).

Golpes desse tipo são chamados de phishing scam. Com essa tática, golpistas enviam e-mails sugerindo que os internautas baixem programas, cliquem em links ou visitem sites maliciosos. Quando seguem a sugestão, as vítimas em potencial infectam seus computadores com programas geralmente desenvolvidos para o roubo de informações financeiras.
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Atualização para anti-vírus da McAffee "mata" máquinas com o Windows XP


Software passou a identificar incorretamente um componente crucial do Windows como infectado por Worm

Um erro em um arquivo de atualização para o McAffee VirusScan Enterprise desabilitou milhares de PCs com o Windows XP em todo o mundo.

O produto passou a identificar incorretamente o arquivo svchost.exe, um componente crucial para vários serviços do Windows, como infectado com o worm W32/Wecorl.a. Isto causava a exclusão do arquivo, sem o qual o sistema operacional fica preso em um ciclo infinito de “reboots”, impedindo o uso do computador.

Segundo o site Ars Technica o problema se manifestou em computadores com o Windows XP Service Pack 3 e a atualização 5958 do VirusScan, e afetou grandes usuários corporativos como a Intel. Um fórum sobre o assunto no site da McAffee acumulava centenas de mensagens e mais de 46 mil pageviews.

A empresa agiu rápido, e publicou instruções para ajudar os clientes afetados. Além disso um novo arquivo de atualização, versão 5959, já foi distribuído aos usuários do VirusScan Enterprise.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Dois bilhões de laptops podem ser insuficientes para educar


Dois bilhões de laptops podem ser insuficientes para educar
A fundação One Laptop Per Child (OLPC) é uma organização sem fins lucrativos que pensa grande. Desde 2007, vem vendendo computadores laptop de baixo preço e alta resistência a governos de países em desenvolvimento. O objetivo é permitir que cada uma dos dois bilhões de crianças nos países em desenvolvimento tenha um laptop.

O avanço vem sendo lento. Cerca de 1,6 milhão de laptops produzidos sob os auspícios da organização foram distribuídos até o momento, disse Matt Keller, vice-presidente de operações mundiais da organização, sediada em Cambridge, Massachusetts. Hoje, as maiores concentrações de máquinas do grupo estão no Uruguai (cerca de 400 mil), Peru (280 mil), Ruanda (110 mil), Haiti e Mongólia (15 mil cada).

Em 2006, o site da organização definia seu laptop como uma tecnologia que "pode revolucionar a maneira pela qual educamos as crianças de agora". Hoje, a organização já não fala em revolucionar. O site agora adota termos mais discretos, e propõe "desenvolver um recurso essencial ¿crianças bem educadas e preparadas". "O maior obstáculo a que levemos nosso sonho adiante é o custo", diz Keller.

Até agora, 90% das máquinas distribuídas foram pagas pelos governos dos países destinatários, cujos recursos são extremamente limitados. Perguntei a Keller se os proponentes da ideia não haviam reconsiderado a meta de "um computador por criança". "Um laptop por classe" certamente não é um slogan tão inspirador, mas talvez seja melhor difundir mais os benefícios em curto prazo, ajudando uma proporção maior dos quase dois bilhões de crianças que não foram beneficiadas.

Ele declarou que uma mudança como essa estava fora de questão. "Um para um, crianças e laptops ¿ a natureza interativa da experiência está no cerne daquilo que fazemos", ele disse. Quando uma criança é dona de um laptop, o horário escolar na prática cresce de algumas horas para 12 ou 14 horas diárias ¿ todo o tempo em que a criança estiver acordada, e não importa onde.

Alguns pesquisadores da Microsoft na Índia estão estudando como permitir que as crianças usem melhor os computadores já distribuídos, mesmo que esse uso seja compartilhado. Em um dos projetos, programadores da Microsoft desenvolveram um software que encaixava múltiplos cursores na tela, permitindo que estudantes competissem ou colaborassem para responder perguntas de múltipla escolha.

A ideia foi bem recebida nas escolas, e a Microsoft deu ao produto gratuito o nome de MultiPoint. "Por brincadeira, apelidamos o projeto de 'um mouse por criança'", diz Kentaro Toyama, que dirigiu a empreitada durante os cinco anos que passou no grupo de tecnologia para mercados emergentes, parte da divisão de pesquisa da Microsoft na Índia.

Toyama conquistou um doutorado em ciências da computação na Universidade Yale, se demitiu da Microsoft em dezembro e agora está pesquisando na Escola de Informação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele vem realizando palestras em universidades norte-americanas sobre a "utopia tecnológica" que vê em iniciativas como a do projeto One Laptop Per Child, ou Classmate PC, da Intel, e até mesmo no MultiPoint. Ele diz que essas iniciativas se baseiam no mito de que "a tecnologia é o gargalo, nos países em desenvolvimento".

Muitas outras coisas também representam gargalos, diz ¿ entre as quais limitações institucionais, situação econômica, infraestrutura básica de serviços e situação política. E tecnologia tampouco deve ser entendida como sinônimo de educação.

"Inicialmente, tínhamos a ideia de que um computador seria capaz de compensar o absenteísmo ou mau treinamento dos professores", disse. "Mas estudos sobre o uso escolar de computadores pessoais mostram resultados na melhor das hipóteses contraditórios. A maioria demonstra que uma boa escola, com bons professores, tem usos positivos para computadores, mas não bastam computadores para consertar os problemas das más escolas".

Ao descrever o lado utópico dessas ideias de avanço via tecnologia, ele disse que "em resumo, todo mundo está em busca de um atalho".

Keller afirma, sobre a declaração de Toyama, que "não existe solução mágica, ele tem razão". Mas Keller argumenta que boa alfabetização e acesso à informação são pré-requisitos para o crescimento econômico e político, e que "a tecnologia pode ajudar a fomentar essas coisas".

Entre os problemas de infraestrutura que a equipe de pesquisa da Microsoft viu na Índia rural está a baixa confiabilidade da rede elétrica. Isso levou outro grupo de pesquisa da empresa a oferecer aos agricultores de um distrito via celular e mensagem de texto a mesma informação que eles podem obter com o uso de computadores.

Muitos dos laptops distribuídos pela fundação One Laptop Per Child estão equipados com paineis solares que recarregam a máquina em três horas e permitem quatro a seis horas de uso. Keller disse que no começo do ano que vem será lançado um novo modelo com consumo ainda menor de energia. As novas máquinas poderão ser carregadas rapidamente, por meio de uma manivela. Acionar a manivela por um minuto permitirá usar o computador por 10 minutos.

Keller conta algumas histórias comoventes sobre suas visitas a aldeias que receberam laptops ¿ e sobre a facilidade natural que as crianças de todo o mundo demonstram no uso de laptops. "Estive em Ruanda, onde o laptop foi introduzido em um ambiente no qual antes não havia quaisquer aparelhos eletrônicos", conta, "e em três ou quatro dias havia meninos e meninas de oito e 10 anos usando os aparelhos de forma tão efetiva e eficiente quanto eu".

Agora ele está tentando conquistar verbas do governo dos Estados Unidos para oferecer a todas as crianças do Afeganistão laptops com acesso à internet. Ao preço de US$ 250 por laptop, o projeto custaria US$ 750 milhões.

Em Cabul, ele diz, o ministro da Educação afegão lhe disse que o projeto permitiria que "meninas estudem e se conectem da segurança de suas casas". É uma visão quase irresistível, mas um cético poderia apontar para as lições da História e lembrar que a tecnologia jamais funciona de forma isolada.
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"O Primeiro"Para Alexandar Mandic, lugar de dono de empresa é no Twitter


Alexandar Mandic, responsável pelo primeiro provedor do Brasil, é um contador de histórias. Uma delas aconteceu não faz lá muito tempo. Conforme contou durante encontro nesta terça-feira (20/4), em São Paulo, certa vez ele ficou mais de hora ao telefone conversando com um cliente. Ele tentava convencer a pessoa a não deixar de assinar os serviços da Mandic, a sua empresa, especializada em e-mail corporativo

O cliente estava furioso por causa de um problema técnico. “Eu dizia para ele: vamos resolver, fique com a gente”. O cliente dizia-se decidido a mudar.

“Então falei ‘Isso poderia ter acontecido com qualquer outro provedor, mas sabe qual a diferença entre nós e eles? Se fosse com o UOL, o Luís Frias (sócio do Grupo Folha) não iria ficar aqui falando duas horas contigo, tentando lhe convencer. Mas eu estou aqui. Se quiser, vou até a sua casa para você continuar nosso cliente’”, brincou. Resumo da ópera: o cliente ficou, diz Mandic, também um dos fundadores do iG.

A história ilustra bem o modo como Mandic conduz sua empresa, que, neste mês completa 20 anos – a rigor, é a marca Mandic que faz duas décadas de mercado, pois o empreendimento mudou de contornos algumas vezes nesse período.

Na visão desse paulistano de ascendência sérvia, a figura do dono tem de estar perto do negócio, especialmente do cliente. “Não estou falando que a empresa tem de ser familiar, mas sim que o dono tem de estar perto”.

O dono no Twitter

Outro episódio diz respeito às redes sociais, e mais uma vez o dono estava lá. Mandic estava passeando pelas páginas do Twitter – ele tem mais de 15 mil seguidores – e viu um cliente botar a boca no trambone. “Adeus Mandic”, dizia o tweet da pessoa.

Mandic convocou sua equipe e tentou contato com o cliente. Conseguiram o celular da pessoa. Quando entraram em contato, descobriram que se tratava do marido de uma pessoa próxima à empresa, o que facilitou a interlocução. “É importante conhecer o mercado. Eu fico na internet o tempo todo”, diz. “O Twitter é um mega spam, um rádio: você fala particularmente e aquilo vai para todo mundo”.

É com esse estilo que a Mandic, a empresa de e-mails, fundada em 2001, chega a 2010. A companhia tem mais de 1500 clientes corporativos e uma meta de alcançar faturamento de 10 milhões este ano, acima dos 7 milhões registrados em 2009. A empresa oferece serviços que vão de segurança em email a backup e hospedagem.

Medo do Google?

O avanço dos serviços grátis nessa área não assusta Mandic. “O Google, por exemplo, não tem presença corporativa forte. E nós vendemos o serviço para provedores também”, afirma. Além de afirmar que o futuro do email está garantido, pois “ninguém vai mandar um contrato pelo Twitter ou pelo Facebook”, o empresário afirma que criou a empresa para “perpetuá-la, o que não quer dizer não possa ter um sócio”.

Sobre o futuro da internet, Mandic vê uma nova grande mudança em curso. “A próxima grande virada da internet é o 4G, que já está vindo por aí”.

A próxima revolução da web

Na opinião dele, a velocidade do 4G vai proporcionar uma reviravolta na experiência do usuário com a internet. “Quando isso acontecer para valer no mercado, você não vai precisar ter um notebook com um disco, com grande processador. Aí, sim, o mundo vai virar uma coisa só. E o iPad então vai virar uma máquina poderosa”, afirma.

Se Mandic olha para o futuro em busca das tendências que estão por chegar, também não deixa de lado o passado. “A internet comercial no Brasil nasceu no dia 25 de agosto de 1995, quando a Embratel resolveu virar a chavinha para podermos usar a rede comercialmente”, afirma.

“Não havia nem home page, quase ninguém tinha. Fomos o primeiro provedor a entrar no ar”, diz, referindo-se à BBS Mandic. Projeto surgido graças à teimosia, diz Mandic, pois não tinha direito nenhum quando montou a empresa em sua casa.

Posteriormente, no entanto, os ventos ficaram bem favoráveis: além de conseguir aporte do GP Investimentos, vendeu, em 1998, a companhia para o grupo argentino Impsat (controlador do provedor argentino O Site).
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