Internautas enfrentam problemas para acessar os serviços
de e-mail gratuito da Microsoft em todo o mundo. O Windows Live Hotmail e
seu substituto, o Outlook.com, enfrentaram problemas desde o final da
tarde desta terça-feira (12) para exibir as mensagens recebidas pelos
usuários na caixa de entrada. Até o momento, a Microsoft não informou
quantos usuários são afetados pela falha. Reprodução
Outlook.com e Hotmail enfrentam problemas para exibir mensagens da caixa de entrada
Por meio da página do status do serviço
, a Microsoft informa que trabalha em uma solução para o problema, mas
que a correção está levando mais tempo do que o esperado. Em comunicado à
imprensa internacional, a Microsoft afirma que a "está investigando um
problema que afeta o acesso dos usuários do Hotmail e Outlook.com e
trabalha para restaurar o acesso ao serviço o mais rápido possível."
A empresa não divulgou a causa da falha, que pode estar
relacionada ao processo de migração das contas do Hotmail para o
Outlook.com, que deve ser finalizado até a metade de 2013. No final de
fevereiro, a Microsoft anunciou
que a migração automática das contas do Hotmail para o Outlook.com
começará em breve, agora que o novo serviço superou 60 milhões de
usuários em todo o mundo.
Atualmente, o Hotmail é o serviço de e-mail gratuito
líder em todo o mundo, com 320 milhões de usuários no mundo, 60 milhões
deles no Brasil. Substituição do serviço de e-mail
A Microsoft anunciou o Outlook.com há cerca de seis
meses. O novo serviço é uma resposta ao aumento da participação de
mercado de outros serviços de e-mail mais modernos, como o Gmail e o
Yahoo Mail, e também ao avanço das redes sociais.
O Outlook.com oferece novos recursos mais avançados, como
a possibilidade de publicar conteúdo em redes sociais sem sair da
página. Além disso, em breve o serviço será integrado ao Skype, o que
permitirá fazer chamadas de voz ou vídeo.
Com o Outlook.com, a Microsoft tenta também resolver o
problema da marca envelhecida do Hotmail. O serviço foi criado em julho
de 1996 pelos americanos Sabeer Bhatia e Jack Smith, e comprado em 1997
pela Microsoft.
De lá pra cá, o serviço mudou de nome algumas vezes, para
MSN Hotmail, Windows Live Hotmail e outras variações. Mas, apesar das
mudanças, o Hotmail não conseguiu escapar da imagem da imagem de "e-mail
de velhos", principalmente após a chegada do Gmail, em 2004.
O Dropbox anunciou, em evento
realizado em São Paulo, que o serviço já está disponível em português.
Os internautas brasileiros que acessarem o serviço de backup em nuvem
por meio da web ou baixarem o aplicativo pela primeira vez para PC, Mac,
Linux e Android a partir desta terça-feira (12) já terão acesso a nova
versão.
Reprodução
Dropbox facilita compartilhamento de arquivos com grupo de pessoas
De acordo com Jon Ying, um dos primeiros
funcionários do Dropbox, o aplicativo para iPhone, iPod Touch e iPad em
português será disponibilizado na App Store brasileira nas próximas
semanas.
O Brasil é o primeiro país da América Latina a
ganhar uma versão do Dropbox no idioma local. Atualmente, o serviço
possui versões para outros sete idiomas, entre eles espanhol, francês e
alemão. De acordo com os executivos da empresa, que não revelam o número
exato de brasileiros cadastrados no serviço, o Brasil já possui
"milhões" de usuários do Dropbox.
A versão em português do Dropbox chegará junto com novos
recursos do serviço, disponíveis globalmente, que incluem um menu para
permitir o rápido acesso a notificações recebidas por meio do Dropbox,
como convites para compartilhamento de arquivos e alterações recentes em
arquivos já compartilhados. Concorrência no Brasil
Assim como em outros países do mundo, o Dropbox enfrenta a
concorrência de serviços de grandes empresas de tecnologia, como o
Microsoft SkyDrive, o Google Drive e o iCloud, da Apple. O serviço é o
que menos oferece espaço gratuito para os usuários entre as opções do
mercado, com 2 GB. Para aumentar o espaço disponível, o usuário também
paga mais caro que o preço praticado pelos concorrentes: US$ 10 ao mês
por 50 GB ou US$ 20 ao mês por 100 GB.
De acordo com os executivos do Dropbox, apesar do
lançamento em português, a assinatura do serviço continuará sendo
vendida em dólares no Brasil. A empresa afirma que tem planos de
facilitar o pagamento pelo serviço em moedas locais no futuro, mas não
especificou quando isso deve se tornar realidade. "Ainda somos um time
pequeno", disse Ying, durante a coletiva de imprensa.
A Microsoft anunciou que, ontem terça-feira
(12), o navegador Internet Explorer 10 passou a rodar conteúdo em Adobe
Flash em tablets com Windows RT. Até o momento, o recurso só estava
ativado no Internet Explorer 10, quando acionado na versão desktop
completa e apenas para um número restrito de sites. Divulgação
Internet Explorer 10 do Windows RT (foto)
Por meio do blog oficial, a Microsoft "cutucou" a política da Apple, de banir conteúdo em Flash em todos os seus produtos
. "O dispositivo primário que você leva com você deveria lhe dar acesso a
todo o conteúdo da web de sites em que você confia. De outra forma, o
dispositivo é apenas um companheiro para um PC", diz Rob Mauceri,
gerente de produto do Internet Explorer 10.
Além do iOS, o Windows Phone, plataforma da Microsoft
para celulares, impede a visualização de conteúdo em Flash. Nos tablets e
smartphones com Android, o navegador baseado no Google Chrome permite
que os usuários vejam conteúdo em Flash.
Segundo a Microsoft, o navegador recebeu uma atualização nesta terça-feira (12), que permitirá a execução de conteúdo
em Flash em páginas de web. Alguns sites (cerca de 4%) continuarão sendo
bloqueados, segundo a empresa, porque ainda não estão de acordo com os
padrões de compatibilidade do Windows, estabelecidos pela Microsoft em
relação a telas sensíveis ao toque, desempenho e autonomia de bateria.
"O Flash no IE10 do Windows 8 e Windows RT constrói uma
ponte para os sites existentes fazerem a transição para o HTML5 onde faz
sentido e em um ritmo que é o correto para as experiências que eles
querem entregar aos consumidores", diz Mauceri, no blog. Um passo atrás
Com a decisão, a Microsoft volta atrás
, já que havia afirmado em setembro de 2011 que deixaria o Flash fora
dos tablets com Windows 8. Na ocasião, a empresa afirmou que o Windows
RT não suportaria a instalação de plug-ins e que apenas o Internet
Explorer para versão desktop reproduziria conteúdo em Flash dos sites.
"A experiência dos plug-ins atuais não combinam com
estilo de navegação da interface Metro e com a web moderna em HTML5",
disse Dean Hachamovitch, líder da equipe do Internet Explorer, em 2011.
Além de compatibilidade com a "web do futuro", a
Microsoft defendia que, sem a instalação de plug-ins, o Internet
Explorer se tornaria mais seguro contra ataques virtuais, aumentaria a
privacidade dos usuários e também permitiria que os dispositivos que
utilizem o Windows 8 gastassem menos bateria.
À primeira vista o monitor DA220HQL, da Acer, se parece com um tablet
gigante com uma tela de 21.5 polegadas sensível ao toque, com resolução
de 1920 x 1080 pixels. Mas você não vai querer carregá-lo por aí,
porque ele pesa 4.8 quilos e não tem bateria, ou seja, precisa estar
ligado à tomada para funcionar.
Segundo Manuel Linnig, porta-voz da Acer, o aparelho tem três modos
de operação: o primeiro é como um quiosque de informação, com a tela
apoiada em um ângulo de 75 graus em sua base. Nesse modo ela pode ser
usada para navegar na web ou assistir a vídeos. O segundo modo é com a
tela deitada em um ângulo de 20 graus, onde pode ser usada como um
“tablet gigante” de forma mais confortável, sem a fadiga associada com
esticar e recolher o braço para interagir com uma tela colocada
verticalmente à sua frente. Por fim, ele também pode ser usado como
monitor sensível ao toque, conectando um notebook ou desktop à sua porta
micro-HDMI.
Acer DA220HQL: monitor ou tablet? Você decide
O monitor também tem uma porta Ethernet, três portas USB, Wi-Fi
802.11 b/g/n, Bluetooth 2.1, uma webcam de 1.2 MP, alto-falantes estéreo
e um slot para cartões microSD de até 32 GB. Por dentro há um
processador ARM dual-core de 1 GHz com 1 GB de RAM e 8 GB de memória
interna, rodando uma versão quase “limpa” do Android 4.0 (Ice Cream
Sandwich).
A principal mudança feita pela Acer à interface padrão do sistema é o
Acer Ring. Toque em um círculo verde na barra de ferramentas no rodapé
da tela e um menu circular surge oferecendo acesso rápido ao navegador,
galeria, ferramenta para captura de screenshots e ajustes do sistema,
com atalhos para aplicativos se espalhando em um “leque” a partir do
círculo. Aplicativos como o Skype e YouTube podem ser instalados a
partir da Android App Store.
Segundo Linnig a Acer pretende manter a interface o mais similar
possível entre todos os seus produtos Android, para que os usuários
possam se “sentir em casa” com eles. O Acer DA220HQL estará à venda
neste mês na Alemanha, França, Escandinávia e Reino Unido, com um preço
sugerido de cerca de US$ 520.
Tecnologia Cloud Print, da Google, permite enviar documentos para
qualquer impressora conectada a um PC online, ou direto para o Google
Drive.
Não é comum associar impressão com smartphones ou tablets, em parte
porque uma vez que você tem em mãos um aparelho portátil, precisa menos
do papel. Mas ocasionalmente imprimir alguma coisa pode ser útil ou
necessário.
Você pode imprimir diretamente de seu smartphone Android em um dos
vários modelos de impressoras com Wi-Fi ou Bluetooth disponíveis no
mercado. Mas como não gosto de dar dicas que envolvam grandes gastos,
vou lhe mostrar como fazer isso com a impressora que você já tem. Mas há
um porém: é necessário ter um PC ligado e conectado à impressora que
você quiser usar.
Todo o processo é baseado no sistema Cloud Print da
Google, que é gratuito. Além do PC conectado à impressora você
precisará ter o Chrome nesse PC e uma conta do Google associada ao
navegador, a mesma que você já usa para o GMail ou Google Docs. É
necessário estar “logado” nessa conta tanto no smartphone quanto no PC.
O primeiro passo é ativar o Cloud Print no PC onde a impressora está instalada e adicioná-la ao serviço. A Google tem instruções curtas, em português,
que explicam o processo. Para preparar seu smartphone ou tablet, você
precisa instalar um cliente do Google Cloud Print, e a própria Google indica vários.
Experimentei o primeiro da lista, o Cloud Print Beta,
e não tive problemas. É gratuito e encontrou minha conta do Google no
smartphone sem problemas. Depois que instalar e configurar o app (siga
as instruções passo-a-passo na tela) ele aparecerá no menu de
compartilhamento de documentos e imagens em outros apps. Para imprimir
um arquivo basta abrí-lo, selecionar compartilhar, escolher o Cloud
Print na lista e clicar no botão que diz Imprimir!.
Para imprimir um documento ou imagem, basta abrí-lo eselecionar o Cloud Print no menu de compartilhamento do app
Se o computador estiver ligado, o documento será impresso
automaticamente. Se não, ele será impresso na próxima vez em que o micro
for ligado. Note que além do papel o Cloud Print também pode “imprimir”
o documento em um arquivo no Google Drive: é uma ótima forma de
armazenar cópias de recibos, reservas de viagem e confirmações de hotel
sem gerar uma pilha de papel.
Prepare-se para um inacreditável salto no desempenho das redes sem
fio. Dois grupos estão competindo para lançar equipamentos que são pelo
menos sete vezes mais rápidos que os atuais roteadores Gigabit baseados no padrão 802.11ac.
Aproveitando uma faixa de frequência não licenciada de 60 GHz, estes
aparelhos serão capazes de oferecer largura de banda superior à de uma
conexão através de um cabo USB 3.0.
A disputa traz memórias da guerra entre o VHS e o Betamax (quem se
lembra?), com uma exceção: um dos lados já está oferecendo produtos há
mais de um ano, enquanto o outro não irá fazer isso até o ano que vem. E
embora as duas tecnologias possam coexistir, acredito que apenas uma
irá prevalecer.
O WirelessHD Consortium, liderado pela fabricante de chips Silicon Image, é o grupo por trás dos produtos que já estão disponíveis hoje. A Wireless Gigabit Alliance
(WiGig), liderada pelos fabricantes de chips Marvell e Wilocity, não
irá iniciar seu programa de certificação até 2014, embora isso não tenha
impedido um fabricante de lançar um aparelho WiGig não certificado.
Mas não se preocupe, você não acabou de gastar US$ 200 num roteador
“obsoleto”. Em seus estágios iniciais a tecnologia WiGig estará presente
apenas em redes ponto-a-ponto, como equipamentos para “streaming” de
conteúdo de um PC para uma TV HD, ou para conectar, sem fios, seu
notebook a uma docking station. Qual lado irá prevalecer?
Apesar da considerável dianteira da equipe Wireless HD, acredito que a
longo prazo o WiGig irá vencer a batalha. Em primeiro lugar porque a
tecnologia é definida em um padrão do IEEE (Instituto de Engenheiros
Eletricistas e Eletrônicos, órgão dos EUA responsável pela definição dos
padrões para redes sem-fio), o 802.11ad. Muitos consumidores estão
familiarizados com os padrões de rede do IEEE porque tem experiência com
os mais antigos como o 802.11a, b, g, n e o novo ac, que será
ratificado no início de 2014.
Segundo, a WiGig Alliance recentemente se fundiu com a Wi-Fi
Alliance, um grupo responsável por garantir aos consumidores que
quaisquer equipamentos com o seu logo estampado serão capazes de
conversar entre si. Ou seja, é uma garantia de interoperabilidade mesmo
entre equipamentos de diferentes fabricantes.
Ainda assim é difícil ignorar o fato de que você pode comprar
produtos com a tecnologia WirelessHD (como o DVDO Air) hoje mesmo. Eles
são aparelhos ponto-a-ponto projetados para transferir sem fios conteúdo
em alta-definição de uma fonte (um player, PC ou console de videogame)
para uma tela.
O DVDO Air (acima) transmite sem fios imagens em alta-definição de um Blu-Ray Player, videogame ou PC para uma TV
Já testei alguns deles e sei que funcionam: basta plugar a saída HDMI
de seu player de Blu-Ray em um transmissor WirelessHD, a entrada do
projetor a um receptor WirelessHD e você poderá transmitir vídeo do
player para o projetor sem precisar de um cabo HDMI de 10 metros
esticado pela sala. Infelizmente tanto o transmissor quanto o receptor
são grandes, e necessitam de sua própria fonte de alimentação. Pior
ainda, transmissor e receptor tem que estar na mesma sala. 60 GHz para viagem
Parece que a Silicon Image, que em 2011 adquiriu a SiBeam, pioneira
na tecnologia WirelessHD, será a primeira fabricante de chips a resolver
o problema do tamanho do transmissor, já que desenvolveu um novo chip
pequeno e com consumo baixo o suficiente para ser incorporado em
dispositivos móveis. A empresa alega que o transmissor UltraGig 6400 é
capaz de enviar vídeo 1080p com áudio em múltiplos canais a partir de um
tablet ou smartphone para uma TV ou projetor. Amostras do chip já estão
nas mãos de alguns fabricantes de aparelhos.
O novo chip também é compatível com receivers Wireless HD 1.1. Mas só
a Silicon Image o produz, e a maioria dos fabricantes de aparelhos é
relutante em incorporar componentes vindos de um único pequeno
fabricante (um único fabricante de grande porte como a Intel ou
Qualcomm, por exemplo, seria uma história diferente). O primeiro produto WiGig
Enquanto isso a Dell foi a primeira empresa a lançar um produto
baseado na tecnologia WiGig, a Wireless Dock D5000 (US$ 250 nos EUA, ou
US$ 187 se adquirida junto com um computador), compatível com notebooks
equipados com uma interface WiGig Dell 1601. Entretanto, o Ultrabook
Latitude 6430u (que custa US$ 940, incluindo a interface WiGig) é a
única máquina no mercado que atende a este requisito.
De acordo com a Dell, a Dock oferece uma conexão wireless que é 10
vezes mais rápida que o Wi-Fi (802.11n)”, mas tal velocidade depende da
dock estar plugada à sua rede usando um cabo ethernet. Ela também pode
controlar duas telas adicionais (uma via HDMI e outra via DIsplayPort), e
tem três portas USB para um mouse, teclado e outros periféricos.
Ultrabook Dell Latitude 6430u e Docking Station Wireless Dock D5000: os primeiros produtos WiGig no mercado
Mas antes que você fique muito empolgado com o potencial das redes de
60 GHz, deve estar ciente de seu calcanhar de Aquiles: alcance. Um
sinal na frequência de 60 GHz tem dificuldade em atravessar paredes. E a
essa frequência as moléculas de oxigênio do ar começam a absorver
energia eletromagnética. É por isso que os aparelhos já existentes, como
a dock da Dell e o DVDO Air) são projetados para serem usados na mesma
sala.
Tanto o consórcio WirelessHD quanto a aliança WiGig estão trabalhando
em algoritmos para transmissão direcional (beam forming) visando
“focar” o sinal e aliviar o problema com o alcance. Em vez de transmitir
o sinal indiscriminadamente em todas as direções, um transmissor capaz
de “beam forming” determina qual a posição do cliente no espaço ao seu
redor e concentra os sinais em um “feixe” estreito e focado diretamente
nele.
Combinando um transmissor com esta tecnologia e refletores montados
na paredes parece ser possível “rebater” um sinal de 60 GHz em um
caminho indireto, ao redor de paredes e outros obstáculos, para eliminar
o requisito de visão direta e aumentar o alcance do transmissor. Roteadores tri-banda
Em um futuro não muito distante roteadores tri-banda (com rádios
operando nas frequências de 2.4 GHz, 5 GHz e 60 GHz) chegarão ao
mercado. Um deles, provavelmente combinado com o esquema de refletores
que mencionei anteriormente, por tornar possível a criação de redes de
60 GHz com múltiplos dispositivos. Se tais rádios serão baseados na
tecnologia WirelessHD ou WiGig ainda não é certo. Mas novamente, prevejo
que o WiGig irá vencer a disputa.
Há uma tendência horrível e
crescente nos cantos escuros da internet: usar ferramentas de
administração remota (RAT) para tomar controle de webcams ao redor do
mundo.
O ArsTechnica fez uma longa e excelente matéria
sobre o mundo sombrio de hackers de webcam. Eles se encontram em fóruns
como o HackForums e são chamados entre si de “ratters”. No fórum, além
de trocar imagens conseguidas nas webcams dos “escravos” (é assim que
eles chamam as vítimas), eles também trocam dicas – de como, por
exemplo, desativar o led que indica que a webcam está ativada e, assim,
continuar observando a pessoa do outro lado da câmera sem que ela
perceba. Eis alguns trechos da matéria do Ars:
“A mulher é vista a milhares de milhas de distância no
computador do hacker. A máquina tela está infectada com uma ferramenta
de administração remota (RAT) que dá acesso à tela da mulher, à webcam,
aos arquivos, ao microfone. Ele observa ela e o bebê através de uma
pequena janela de controle aberta no seu PC, e então decide se divertir
um pouco. Ele entra em uma série de sites pornográficos e observa eles
aparecem no computador da mulher…”
“Operadores RAT tem praticamente controle total dos computadores
infectados; eles navegam entre as imagens particulares da pessoa em
busca de fotos erótias para compartilhar online. Eles até têm
estratégias para observar onde as mulheres podem guardar as fotos que
podem comprometê-las”
“Para muitos ratters, no entanto, a espionagem permanece mais como um
jogo. Pode ser um hobby estranho, mas aparentemente não tem nada demais
invadir a máquina de alguém, vasculhar arquivos pessoais e assistir
silenciosamente por trás das telas. ‘Muitas das minhas escravas são
entediantes”, escreve um ratter aspirante. “Queria conseguir mais
garotas com webcams. É mais excitante quando você pode literalmente
espionar alguém. Mesmo que essa pessoa não esteja tirando a roupa!”
“Um postador diz que já arquivou 200GB de material de suas escravas.
‘Na maior parte das vezes eu pego as melhores coisas (o que é engraçado,
a coisa ‘boa’ [sexual) e categorizo (nome, endereço, senhas, etc.)
apenas por diversão', ele diz. 'Não acho que esteja fazendo algo
pervertido, é mais como um jogo, perseguição de gato e rato com bônus. A
coisa estranha é, quando eu vejo a pessoa que espionei na vida real, e
já passei por isso algumas vezes, e isso me faz rir, especialmente
quando é alguém com um hábito bem estranho.'"
Por mais que a maioria das pessoas faça só por "diversão", alguns
casos são bastante preocupantes - como uma mulher que não saiu do quarto
por uma semana após ter seu laptop grampeado por um rapaz que usava as
fotos dela como forma de extorsão. A matéria excelente do ArsTechnica
tem muito mais informações e pode ser lida - em inglês - aqui. [Ars Technica]
(Fonte da imagem: Divulgação/Xi3)
Parece que agora vai: depois de muita especulação e boatos sobre o
lançamento ou não para 2013, a Xi3 Corporation deu início à pré-venda do
Piston, o computador com visual de console que faz parte do projeto Steam Box.
O Piston começa a ser vendido por US$ 999,99 (cerca de R$ 2 mil) pelo site da fabricante
e, se a pré-compra for realizada até 17 de março, o consumidor ganha um
desconto de US$ 100. As especificações-padrão do aparelho são as
seguintes:
Processador quad-core de 3,2 GHz;
8 GB de memória RAM;
128 GB de SSD para armazenamento.
É possível expandir o SSD para 256 GB e até 512 GB, mas essa última
modificação custa quase o preço de um aparelho novo (US$ 750). A
primeira demonstração ao vivo deve acontecer ainda nesta semana, durante
a SXSW Gaming Expo, no estado norte-americano do Texas.
Já o envio dos primeiros aparelhos deve acontecer apenas no final de
ano, na época dos feriados de Natal e Ano-Novo. A pré-venda começa agora
porque a Xi3 não sabe se vai conseguir suprir toda a demanda inicial. O
Piston deve receber suporte aos serviços Steam e Big Picture.
Um exemplo de chip Intel utilizado em computadores. (Fonte da imagem: Reprodução/Develop3d)
Recentemente, uma nova disputa de mercado está surgindo na área de
tecnologia e ela já está sendo chamada de a “Guerra dos Chips”. Neste
conflito, a Intel e a ARM estão competindo para inserir os seus produtos
em campos de atuação diferentes — e parece que essa situação pode
influenciar muita gente.
Tudo começou com o fato de os chips da Intel serem mais utilizados em
computadores, incluindo MacBooks. Enquanto isso, os componentes da ARM
estão mais presentes em dispositivos mobile, como tablets e smartphones.
No entanto, as duas companhias não estão satisfeitas com essa situação e
decidiram expandir as suas áreas de atuação.
O problema é que a Intel está visando exclusivamente os tablets e
celulares inteligentes, sendo que a ARM deseja começar a trabalhar mais
com computadores — ou seja, cada uma das empresas está tentando ter uma
presença mais marcante no setor que é dominado pela sua concorrente.
Por conta disso, um conflito de interesses está surgindo e as duas
companhias estão trabalhando para garantir o seu próprio lucro.
Tá, e qual o problema disso?
A concorrência entre empresas do mesmo ramo é normal, afinal de
contas, todas elas querem ter lucros cada vez maiores — e há momentos em
que isso é algo bom, pois gera produtos variados e com preços mais
acessíveis para grande parte dos compradores. No entanto, é muito
provável que isso não aconteça desta vez.
Devido a essa disputa entre a Intel e a ARM, há a tendência de que as
empresas comecem a produzir chips muito diferentes entre eles. Dessa
maneira, os desenvolvedores de aplicativos — principalmente os menores —
vão encontrar dificuldades para entregar produtos que abranjam as duas
tecnologias.
Com isso, há grandes chances de que você não consiga baixar um app
feito para chips ARM em um aparelho que use o componente Intel em um
futuro próximo. A área que mais deve ser afetada é a de games para
Android, pois há diversas empresas de pequeno porte que produzem
softwares para este sistema.
(Fonte da imagem: Reprodução/Tomshardware)
Nesta semana, a AMD lançou um novo produto para a sua série de placas
de vídeo Radeon HD 7000, assim como boatos antigos já haviam indicado —
caso você queira conferir as especificações de outros componentes desta
linha, clique aqui. Agora, a empresa
lançou um dos seus novos produtos, a Radeon HD 7790. A placa serve como
uma alternativa intermediária entre as HD 7770 e a HD 7850, sendo que
ela conta com suporte para DirectX 11.1 e OpenGL 4.3 e tem uma
performance apenas 10% menor do que a de placas de vídeo de categoria
superior.
Além disso, a nova placa tem 786 processadores de sombra, clock de
1.075 MHz, 2 GB de memória GDDR5 em uma interface de 128-bits. E,
curiosamente, a HD 7790 é produzida com base em um chip Bonnaire XT e
usa a arquitetura GNC 2.0, que também vai ser utilizada na série Radeon
HD 8000.
Apesar de as especificações já estarem disponíveis, o produto só
chega ao mercado em abril deste ano, sendo que o preço de venda
recomendado é de 118 euros (valor que corresponde a cerca de R$ 300, no
câmbio de hoje e sem impostos).
No início,
as placas gráficas tinham o simples objetivo de transformar os dados em
imagens. O tempo passou e as placas de vídeo ganharam mais
responsabilidades. Atualmente elas processam pixels, texturas,
polígonos, vértices e diversos outros elementos que fazem parte de jogos
e aplicativos gráficos.
Todavia, as placas de vídeo não evoluíram apenas em hardware, mas em
software também. Assim, elas se tornaram mais do que simples
dispositivos para brincar no computador. Hoje, os processadores dessas
placas são capazes de assumir parte das tarefas da CPU, utilizar uma
infinidade de instruções e entregar resultados visuais absurdamente
detalhados.
Pensando na amplitude desse ramo, decidimos criar mais um
dicionário para você tirar suas dúvidas e atualizar alguns conceitos.
Salientamos que não vamos abordar os termos com profundidade de
detalhes, visto que a quantidade de informações é absurdamente grande.
Escolha uma das letras para visualizar os termos disponíveis:
3D Surround: extensão da
tecnologia 3D Vision que permite utilizar múltiplos monitores para jogar
e assistir a filmes com qualidade e profundidade envolvente. No Brasil,
é conhecida como 3D Vision Surround.
3D Vision: tecnologia da
NVIDIA para executar jogos com recursos tridimensionais. Tal recurso só
pode ser ativado com o uso de uma placa gráfica NVIDIA, os óculos da
fabricante e um monitor compatível.
3dfx: fabricante de
processadores gráficos (GPUs) e placas de vídeo. Fundada em 1994, foi
responsável pelas famosas placas Voodoo e também pelo método de
interconexões entre duas ou mais placas gráficas — método SLI, utilizado
atualmente pela NVIDIA.
3DLABS: fundada em 1983, essa
empresa foi responsável por fabricar diversos processadores gráficos
voltados a dispositivos de mão. Além disso, também criou diversas placas
gráficas para computadores, sendo a pioneira no ramo de placas capazes
de trabalhar com gráficos 3D.
Adaptive VSync:
tecnologia da NVIDIA que trabalha de forma inteligente, habilitando e
desabilitando o VSync conforme o desempenho da placa gráfica. Esse recurso visa oferecer alta qualidade gráfica e evitar o efeito de screen tearing.
AFOX: uma das montadoras mais
bem conceituadas do momento. Trabalha com placas gráficas da AMD e
NVIDIA. Já ganhou alguns prêmios por conta do alto desempenho de suas
placas top de linha. Poucos produtos dessa montadora estão disponíveis
no Brasil.
AGP: é um barramento de
computador que possibilita conectar uma placa de vídeo à placa-mãe. Foi o
padrão mais rápido até o surgimento do recente PCI-Express. O acrônimo
vem de Accelerated Graphics Port, ou seja, Porta Gráfica Acelerada.
Apesar
de placas AGP não serem fabricadas atualmente, muito usuários ainda
desfrutam desse barramento. A NVIDIA parou de dar suporte à série
GeForce 7000. Já a AMD manteve placas alternativas até a linha Radeon HD
3000.
All-in-Wonder: nome da
série de placas ATI Radeon que unia processador gráfico 3D e um sistema
para captura de vídeo. Produtos dessa linha contavam com um sintonizador
de TV, possibilitando que o utilizador captasse canais no PC e gravasse
o que desejasse.
AMD: segunda maior fabricante de
chips gráficos do mundo. Compete diretamente com a NVIDIA, tanto no ramo
de placas gráficas para desktops quanto para notebooks. A AMD fabrica
chips gráficos do tipo onboard, presentes em uma grande quantidade de
placas-mãe.
A AMD, no entanto, nem sempre trabalhou no ramo de
chips gráficos. A marca migrou para esse mercado quando comprou a ATI,
que vinha brigando há muitos anos com a NVIDIA.
Anisotropic: método de
filtragem de imagem para aprimorar a qualidade das texturas em jogos
tridimensionais. O Anisotropic Filtering (também conhecido como AF)
trabalha em superfícies inclinadas, as quais receberam texturas bem
definidas, mas que tiveram os detalhes distorcidos devido ao ângulo em
que a câmera está posicionada. O Anisotropic acaba com objetos e
texturas embaçados, possibilitando que o jogador veja tudo com alta
nitidez.
Anti-aliasing: filtro
que diminui os serrilhados (quebra de curvas em pequenas retas) nos
contornos dos objetos. Também conhecido como AAF, ele usa um conjunto de
cálculos e procedimentos que suavizam a transição visual entre os
modelos exibidos e o ambiente.
API: uma biblioteca que contém
especificações de rotina, classes de objetos e variáveis que serão
usadas no desenvolvimento de jogos. A Interface de Programação de
Aplicativos serve para oferecer padrões aos desenvolvedores. Um exemplo
de API é o DirectX.
APU: é uma unidade de Processamento Acelerado que combina CPU e GPU num único chip, sendo uma peça de baixo consumo energético.
ArtX: empresa fundada em 1997
por engenheiros da antiga Silicon Graphics, os quais haviam trabalhado
no desenvolvimento do chip gráfico do Nintendo 64. Fabricava GPUs de
alto desempenho e com preços razoáveis, mas não teve grande sucesso ao
competir com a 3dfx. Foi adquirida em 2000 pela ATI, que utilizou parte
dos projetos da ArtX para criar o chip gráfico R300 (presente nas Radeon
9700).
Aspect Ratio: este termo
é comum na configuração de jogos e monitores. A proporção de tela é
fundamental para que o conteúdo processado pela GPU seja devidamente
adaptado ao display.
ASUS: famosa montadora de placas
gráficas que utiliza tanto chips da AMD quanto da NVIDIA. A ASUS é
conhecida por inovar nesse mercado, principalmente no quesito alto
desempenho. Um dos produtos de maior destaque da empresa foi a placa
ASUS Ares, que contava com duas GPUs AMD Radeon HD5870.
ATI: fundada como Array
Technologies Inc em 1985, a ATI teve grande participação na evolução das
placas gráficas. Foi a responsável por manter a linha de placas Radeon
até 2006, ano em que foi adquirida pela AMD. A ATI também teve seus
méritos por criar diversas tecnologias que foram utilizadas ao longo dos
anos e que são aproveitadas até hoje.
Avivo: tecnologia da ATI que
une hardware e software para reduzir o tempo gasto na codificação,
decodificação e pós-processamento de vídeo. Quanto utilizado um programa
ou jogo compatível com esse recurso, o processador tinha sua carga de
trabalho reduzida significativamente.
Barramento da memória: é o tipo da memória instalada na placa de vídeo. Atualmente as placas costumam vir com memória do tipo DDR3 ou GDDR5.
Bilinear filtering:
método de filtragem usado para suavizar (deixr mais nítidas) as
texturas bidimensionais quando elas são exibidas em escala maior do que
realmente são.
Bump mapping: técnica
aplicada para simular o efeito de “ruído” em um objeto. Para entender
esse efeito, basta imaginar uma esfera lisa (que não tem bump mapping) e
depois visualizar uma laranja, a qual tem uma textura específica, cheia
de perturbações.
Catalyst: software da AMD
para dar instruções às placas Radeon. O Catalyst é composto de drivers e
programas que auxiliam o usuário a utilizar todas as funcionalidades
das placas.
Club 3D: montadora europeia
que era conhecida anteriormente como Colour Power. Trabalha com placas
de captura e placas gráficas com chips AMD e NVIDIA.
Colorful: montadora chinesa que produz placas com chips NVIDIA e S3.
Core clock: os componentes
das placas gráficas operam em frequências diferentes. O core clock
indica a frequência de operação da GPU; assim, quanto maior esse clock,
mais operações são realizadas num mesmo instante.
CrossFireX: solução para
interligar placas AMD Radeon, possibilitando que o usuário obtenha maior
desempenho instalando até quatro componentes gráficos na placa-mãe.
CUDA: arquitetura de computação
paralela desenvolvida pela NVIDIA. A tecnologia CUDA permite que a placa
de vídeo processe diversas informações que seriam de responsabilidade
da CPU.
D-Sub: no ramo das placas gráficas, esse termo faz referência aos cabos VGA comuns, aqueles com ponta azul e três fileiras de pinos.
Direct3D: API gráfica da Microsoft que auxilia na execução da maioria dos jogos para Windows.
DirectCompute: API
lançada com o DirectX 11 (apesar de funcionar também no DirectX 10) que
utiliza as GPUs para realizar o processamento de tarefas comuns
(geralmente realizadas pela CPU). É semelhante à CUDA e à OpenCL.
DirectX: coleção de APIs
para cuidar de tarefas gráficas, incluindo aplicativos multimídia e
jogos de alta complexidade. A tecnologia DirectX é compatível apenas com
produtos da Microsoft.
DisplayPort: padrão de
conexão de áudio e vídeo capaz de transmitir conteúdos em alta
definição. Existem cabos, conectores e produtos com conexão DisplayPort.
Ele é o mais forte concorrente do HDMI.
DVI: padrão de conexão de vídeo
digital disponível na maioria dos computadores e monitores atuais
(geralmente, o cabo utilizado tem ponta branca). É raro encontrar esse
tipo de conector em notebooks.
ECC: sistema presente em algumas
placas gráficas (como as NVIDIA com arquitetura Fermi) que permite a
troca de dados redundantes, os quais servem para corrigir erros de forma
rápida.
ECS: além de trabalhar com
placas-mãe, a ECS também é uma grande montadora de placas gráficas. Por
enquanto a marca utiliza apenas GPUs da NVIDIA. É muito comum encontrar
produtos dessa marca no Brasil.
EVGA: uma das mais conhecidas
montadoras de placas de vídeo. A EVGA trabalha apenas com chips gráficos
da NVIDIA e sempre está lançando novos produtos top de linha para bater
de frente com outras marcas.
Eyefinity: tecnologia da
AMD para utilizar até seis monitores como saída de vídeo. A tecnologia
Eyefinity ajusta a imagem devidamente e aumenta a resolução para que a
nitidez fique maior e possibilite maior imersão nos jogos.
Fabricante: empresa que
desenvolve chips gráficos (GPUs), cria tecnologias, implementa APIs
atualizadas, cria novos produtos e estabelece alguns padrões quanto aos
modelos de placas de cada geração. As principais fabricantes da
atualidade são a AMD e a NVIDIA.
Fermi: codinome da nova
arquitetura CUDA e gráfica da NVIDIA. Placas das séries GTX 300, GTX 400
e GTX 500 contam com a arquitetura Fermi. É considerada pela fabricante
como o grande passo dado depois do lançamento da arquitetura G80
(presente nas antigas GeForce 8800).
Fillrate Pixel: número
de pixels que a placa gráfica consegue renderizar e escrever na memória
de vídeo em um único segundo. Geralmente esse número se dá em
megapixels ou gigapixels por segundo.
Fillrate Texture:
número em texels que a placa consegue mapear. Medido em Gigatexels por
segundo, esse valor representa a quantidade de pixels com textura
(texel) que a placa consegue renderizar num mesmo instante.
FirePro: evolução da série
FireGL, as placas FirePro vêm para dar continuidade ao reinado de
produtos AMD para estações de trabalho (workstations). Placas dessa
linha são desenvolvidas especialmente para obter alto desempenho com
programas CAD e DCC (criação de conteúdo digital).
FireStream: processador
gráfico desenvolvido pela AMD para trabalhar com aplicativos que exigem
alto desempenho com o processamento de pontos flutuantes.
Flipper: nome da GPU desenvolvida pela ATI para utilização no Nintendo GameCube.
FLOP: quantidade de operações
com pontos flutuantes que uma GPU consegue realizar em um segundo. As
GPUs mais recentes realizam cálculos na ordem de GFLOPS (Giga FLOPS) e
TFLOPS (Tera FLOPS).
Forceware: software da
NVIDIA para dar instruções as placas GeForce. O pacote Forceware instala
drivers e um painel de controle para o usuário ajustar as configurações
da placa.
Frequência: quantidade de
ciclos por segundo que o processador gráfico consegue realizar. Em cada
ciclo, é possível realizar um número de cálculos, assim, quanto maior a
frequência (também chamada de clock), mais tarefas são realizadas num
mesmo tempo. A frequência é comumente entendida como velocidade do
processador, mas esclarecemos que não é correto utilizá-la como tal
padrão.
FXAA: técnica aprimorada de
aplicação do Anti-Aliasing, baseada em métodos utilizados anteriormente,
a qual permite detalhar as bordas dos objetos de maneira rápida, ainda
que borre os pixels um pouco mais do que os demais tipos de AA.
Gainward: montadora que
produz placas gráficas com chips AMD e NVIDIA. Muito conhecida por ter
uma linha específica de placas com overclock. Apesar de ser muito famosa
em outros países, no Brasil é raro encontrar algum produto da marca.
GCN: uma das mais avançadas
arquiteturas das placas gráficas AMD Radeon. Esta avançada tecnologia
oferece melhorias para alto desempenho com aplicações que usem o DirectX
11, o tessellation e o TressFX (recurso para processamento de cabelo).
GDDR: memória DDR voltada a
aplicações gráficas que oferece maior desempenho em vídeos e jogos. O
atual padrão é o GDDR5, baseado nas memórias DDR3 SDRAM, mas com certas
diferenças que a tornam mais rápida em alguns aspectos.
GeForce: principal linha de
placas gráficas da NVIDIA. A marca GeForce foi lançada em 1999, ano em
que a companhia abandonou a antiga série RIVA TNT.
Geometry shader:
software que trabalha com geometria aplicada à renderização dos pixels.
Foi introduzido com o Shader Model 4.0, presente nas placas compatíveis
com DirectX 10 e OpenGL 3.2. Um geometry shader pode gerar pontos,
linhas, triângulos e outros elementos que possibilitarão a tecelagem
geométrica (divisão das formas complexas em polígonos simples),
mapeamento em cubos e outras tarefas.
Gigabyte: montadora de placas de vídeo que trabalha com chips AMD e NVIDIA. Apesar disso, o foco dessa empresa é o setor de placas-mãe.
GLSL: linguagem do OpenGL de alto nível para trabalhar com efeitos especiais na renderização de pixels, incluindo sombreamento.
GPU: acrônimo para Graphics
Processing Unit (Unidade de Processamento Gráfico), que faz referência
ao processador principal da placa de vídeo.
GPU Boost: recurso
automático que serve para aumentar a frequência da GPU nas placas mais
recentes da NVIDIA. Esta tecnologia realiza o maior overclock possível
limitando o máximo de acordo com a temperatura ou a voltagem. A mais
recente versão desta tecnologia aumenta a taxa de atualização do
monitor, garantindo imagens mais fluidas.
Graphics Synthesizer: GPU desenvolvida pela Sony para utilização no PlayStation 2.
HD3D: tecnologia da AMD que habilita a execução de vídeos e jogos em 3D nas placas de vídeo Radeon.
HDCP: proteção de conteúdo
digital de alta definição. Criada pela Intel, essa proteção serve para
que as fabricantes utilizem apenas conectores confiáveis, testados e
compatíveis com outros produtos. Algumas conexões compatíveis com HDCP
são: DisplayPort, DVI e HDMI.
HDMI: padrão de conexão de alta
definição utilizado na maioria dos televisores atuais. Também está
presente em alguns monitores e placas de vídeo. O padrão permite
transmitir conteúdos em 1080p e com tecnologia 3D. O HDMI é um
concorrente do DisplayPort.
High end: termo comumente utilizado para relatar que determinado produto é de alto desempenho.
HIS: uma das montadoras mais
premiadas dos últimos anos. Trabalha apenas com chips AMD e é conhecida
por disponibilizar modelos variados de placas baseados numa única GPU.
Hollywood: GPU desenvolvida pela ATI utilizada no Nintendo Wii.
Hybrid CrossFireX:
tecnologia AMD que permite ao usuário utilizar uma placa gráfica Radeon
do tipo offboard em conjunto com uma Radeon onboard, de modo que o
jogador possa ter um leve ganho em FPS (quadros por segundo) durante a
execução dos games.
Imagination Technologies:
fabricante de chips gráficos para dispositivos móveis. É a responsável
pela linha de GPUs PowerVR (presente em diversos smartphones).
Intel: maior fabricante de chips gráficos onboard e empresa com maior faixa de lucro no setor, superando inclusive AMD e NVIDIA.
Interface do barramento:
tipo de slot (barramento) utilizado pela placa. O mais comum atualmente
é o barramento PCIe 2.1. Antigamente, as placas utilizam o barramento
AGP.
Ion: linha de chipsets NVIDIA
para placas-mãe de baixo custo. Chipsets Ion alinham uma série de
elementos, incluindo uma GPU de baixo consumo de energia.
Matrox: fabricante de chips
gráficos que atua no mercado há mais de três décadas. Atualmente, é
responsável por menos de 1% das vendas de GPUs no mundo. A atuação da
marca restringe-se ao mercado corporativo.
Memory clock: frequência de funcionamento da memória da placa de vídeo. Geralmente esse valor é especificado em MHz ou GHz.
Mid end: termo utilizado para relatar quando um produto apresenta desempenho intermediário.
Mipmap: coleção de imagens
pré-calculadas e otimizadas para complementar uma textura principal. O
objetivo das mipmaps é aumentar a velocidade de renderização.
Montadora: empresa que
comercializa placas gráficas. As montadoras utilizam chips gráficos das
fabricantes AMD e NVIDIA, unem memórias de outras marcas e esquematizam
as placas para que o consumidor tenha a opção de escolher uma placa
diferente (com mais memória, overclock e outros detalhes) da que é
proposta como modelo pelas fabricantes.
Morphological Anti-Aliasing:
técnica de Anti-Aliasing que realiza a suavização dos serrilhados na
imagem com o uso de um efeito de pós-processamento, ou seja, em vez de
ser aplicado durante a renderização, o MLAA aperfeiçoa o resultado de
uma cena já calculada. É uma técnica processada via DirectCompute.
MSAA: técnica de anti-aliasing
que trabalha com base em múltiplas amostras e visa acabar com os
serrilhados sem causar grande impacto no desempenho da placa gráfica.
MSI: empresa taiwanesa que trabalha com diversos componentes de hardware, incluindo placas de vídeo com GPUs da NVIDIA e AMD.
nForce: nome da linha de
chipsets fabricados pela NVIDIA. Os chips nForce são instalados
diretamente nas placas-mãe. Eles trazem diversos elementos, incluindo
uma placa gráfica onboard da série GeForce.
NVIDIA: uma das principais
fabricantes de placas gráficas da atualidade. A NVIDIA foca seus
produtos em diversos mercados, variando entre GPUs para desktops,
notebooks, dispositivos portáteis (como tablets e smartphones).
Também
é conhecida por fabricar placas de alto desempenho, as quais são
focadas no mercado corporativo. Essa fabricante também inova muito em
tecnologia, sempre disponibilizando novidades úteis para economizar
energia e aumentar mais o desempenho nos diversos produtos que exigem
gráficos de qualidade.
Offboard: termo usado para
fazer referência às placas de vídeo que são instaladas em um slot da
placa-mãe, ou seja, como um componente à parte.
Onboard: palavra comumente utilizada para identificar um chip gráfico que vem acoplado na placa-mãe.
OpenCL: conjunto de linguagem e
APIs baseadas no OpenGL que possibilita a execução de tarefas comuns
(realizadas normalmente pela CPU) no processador gráfico (a GPU da placa
de vídeo).
OpenGL: API gráfica de código
aberto usada em jogos de computador, video games, animações, simulações e
softwares de renderização gráfica (incluindo aplicativos CAD).
OpenGL ES: API com
instruções básicas derivada da OpenGL, mas voltada a produtos que não
requisitam tantas informações e bibliotecas gráficas. É utilizada em
consoles, smartphones, tablets e outros produtos eletrônicos.
Optimus: tecnologia da NVIDIA
que visa reduzir o consumo de bateria de notebooks. Ela corta parte da
energia que é utilizada pela GPU, liberando apenas quando o computador
vai realizar alguma tarefa gráfica.
Palit: montadora de placas gráficas focada no desempenho intermediário. Essa empresa trabalha apenas com GPUs da NVIDIA.
PCI: barramento antecessor ao AGP, que possibilitava a instalação de placas gráficas e outros componentes de hardware.
PCI-Express: barramento (e slot) utilizado pelas placas de vídeo mais recentes.
PhysX: unidade de processamento
que cuida da parte de elementos físicos dos jogos. Desenvolvida pela
Ageia e atualmente de propriedade da NVIDIA, ela pode ser utilizada para
melhorar a movimentação de tecidos e a reação de determinados fluídos.
Pipeline: instruções
enfileiradas, as quais compõem o processo básico de renderização. A
placa gráfica sempre consulta uma pipeline (armazenada na memória) para
verificar qual tarefa realizar a seguir, para aos poucos construir uma
cena completa.
Pixel Shader: software
embutido nas GPUs que aplica diversos atributos aos pixels. O Pixel
Shader é responsável por determinar a cor, a luminosidade, o
sombreamento, a transparência e outros efeitos dos pixels.
PNY: montadora de placas de vídeo
que utiliza chips da NVIDIA para comercializar produtos para o
consumidor comum e para o mercado profissional.
Point of view: montadora de presença fraca no Brasil que vende placas baseadas nas GPUs NVIDIA.
Powercolor: montadora especializada na produção de placas de vídeo com GPUs da AMD.
PowerPlay: conjunto de
tecnologias da ATI introduzido nas placas Radeon Mobility e em algumas
Radeons mais recentes, que visar reduzir o consumo de energia, poupando a
bateria.
PowerVR: linha de GPUs da
Imagination Technologies, as quais são utilizadas por outras empresas
como chips gráficos de dispositivos portáteis. O iPhone é um exemplo de
aparelho que utiliza um chip PowerVR.
PSGL: API de gráficos tridimensionais do PlayStation 3 baseada no OpenGL ES e no NVIDIA CG.
PureVideo: recurso
presente em GPUs da NVIDIA que possibilita a redução do uso da CPU, por
meio de uma configuração que força a decodificação de vídeos e o
pós-processamento a serem realizados pelo processador da placa gráfica.
Quadro: série de placas
gráficas da NVIDIA para o setor de estações de trabalho, a qual é focada
na execução de elementos gráficos de aplicativos CAD e DCC. É
concorrente da linha de placas AMD FireGL.
Radeon: linha mais famosa de
placas de vídeo da AMD. A marca Radeon foi criada em 2000 pela ATI e
desde então foi mantida como linha principal da marca para GPUs de
desktop e notebooks.
Renderização: processo
de gerar imagens e cenas a partir de modelos previamente estabelecidos.
Uma cena de um jogo, por exemplo, contém objetos baseados em geometria,
câmeras, texturas, luzes, sombras e outras informações. A renderização
envolve o cálculo e aplicação de todos esses efeitos.
Rendition: fabricante de
chips gráficos que competia com a 3dfx. A linha de produtos mais famosa
dessa marca foi a Vérité e um dos grandes feitos da companhia foi a
criação de um chipset 3D capaz de executar o jogo Quake com aceleração
de hardware.
RIVA: série de placas gráficas da NVIDIA que antecedeu a linha GeForce (comercializada até o presente momento).
ROP: uma das últimas etapas na
renderização de gráficos 3D. As ROPs são responsáveis por filtrar quais
atividades são relevantes no buffer da memória da placa de vídeo.
RSX Reality Synthesizer: GPU desenvolvida numa parceria entre NVIDIA e Sony para utilização no console Sony PlayStation 3.
Sapphire: maior fornecedora e
montadora do mundo de placas de vídeo baseadas em chips gráficos da
AMD. A Sapphire geralmente é a pioneira no lançamento de novos produtos
com GPUs Radeon. É uma das marcas que mais ganha prêmios e que possui
uma grande gama de componentes.
Shader Model: termo usado para indicar qual a versão do Pixel Shader da placa gráfica.
SiS: fabricante de chipsets que
equiparam diversas placas-mãe. Essa empresa também utiliza uma linha de
GPUs onboard, possibilitando que máquinas mais modestas possam executar
aplicações gráficas simples.
SLI: método de conexão de múltiplas NVIDIA para melhorar o desempenho de processamento gráfico.
SMX: unidades de processamento de fluxo presentes em placas gráficas da NVIDIA.
Sparkle: montadora de placas gráficas de Taiwan que utiliza chips NVIDIA para comercializar componentes de baixo desempenho (Low-end).
Tegra: é um SoC (System on a
Chip) da NVIDIA que reúne um processador ARM, uma GPU, um controlador de
memórias e outros elementos. Produtos da série Tegra são utilizados em
tablets e smartphones, sendo capazes de trabalhar com gráficos de
qualidade nesses dispositivos portáteis.
Tessellation: técnica
comumente usada para gerenciar um conjunto de dados de polígonos,
possibilitando a divisão desses polígonos em múltiplas partes para uma
renderização mais precisa. Normalmente, a tecelagem (tradução de
Tesselation) é realizada em triângulos. Tal recurso está disponível no
OpenGL e no DirectX 11.
Tesla: linha de GPUs da NVIDIA
focada na computação de alto desempenho. Ao contrário da maioria das
placas gráficas, as da série Tesla não têm a capacidade de transmitir
sinal de imagem como saída. Basicamente, o propósito é utilizá-las para
substituir a tarefa dos processadores comuns.
Titan: nome da mais recente
placa top de linha da NVIDIA. O nome vem para acabar com uma série de
números usada em linhas anteriores e para facilitar a venda dos
produtos.
TressFX: tecnologia de renderização avançada para cabelos mais realistas em jogos de alta qualidade gráfica. (Fonte da imagem: Reprodução/Blog da AMD)
Trident Microsystems:
fabricante que atuou por mais de uma década no ramo de processadores
gráficos para computadores. Tentou também atuar na área de chips para
dispositivos portáteis, mas sem sucesso foi comprada pela XGI.
Trilinear filtering: método de filtragem usado para suavizar texturas tridimensionais, técnica que antecedeu a atual Anisotropic-filtering.
UVD: a abreviação vem de “Unified
Video Decoder”, que significa Decodificador de Vídeo Unificado. Os
chamados UVD estão presentes apenas em GPUs da AMD. Eles possibilitam a
decodificação de vídeos com codecs H.264 e VC-1.
V-sync: recurso que sincroniza a taxa de FPS (quadros por segundos) dos jogos com a frequência de atualização do monitor.
Vertex Shader: ao
contrário do Pixel Shader, o Vertex trabalha com a aplicação de efeitos
aos vértices. Os Vertex Shaders podem manipular diversas propriedades
(cor, posição e textura) dos vértices, mas não têm como criar novos.
VGA: muitas vezes usam o termo
como “Video Graphics Adapter”, sugerindo que uma placa gráfica é uma
VGA. Contudo, a aplicação correta é para “Video Graphics Array”, que se
refere ao cabo D-Sub azul com conectores de 15 pinos, utilizado em
muitos monitores e PCs.
VIA/S3: fabricante de chipsets e processadores que atua no mercado de chips gráficos disponibilizando GPUs onboard.
Voodoo: nome da mais famosa
linha de placas de vídeo da 3dfx. A série Voodoo foi a primeira a trazer
tecnologia capaz de aliar o desempenho de duas placas para processar um
único jogo ou vídeo.
Xenos: GPU fabricada pela ATI sob encomenda da Microsoft para utilização no Xbox 360.
XFX: famosa montadora de placas
de vídeo com grande presença no Brasil. Essa marca utiliza GPUs da
NVIDIA e da AMD em seus produtos.
XGI: fabricante de chips gráficos
que surgiu da divisão da marca SiS e da compra da Trident Microsystems.
Tentou concorrer com a AMD e NVIDIA de 2003 até 2006, mas sem grande
sucesso. A principal marca de placas da XGI foi a Volari.
Z-buffering:
gerenciamento das coordenadas de profundidade de uma imagem 3D. A letra Z
se refere ao terceiro plano gráfico (além dele, existem o X e o Y).
Geralmente essa atividade é realizada na própria placa de vídeo, mas
também é possível funcionar com softwares.
Zogis: montadora de placas gráficas que utiliza somente processadores da NVIDIA. Essa marca costuma focar nos produtos mid end.
Zotac: montadora chinesa de placas de vídeo baseadas nos chips da NVIDIA.
Nossa lista de termos sobre as placas de vídeo se encerra aqui.
Infelizmente não pudemos incluir todos os termos existentes, afinal,
damos aqui preferência ao que é mais relevante. Frisamos, no entanto,
que o dicionário será atualizado com o surgimento de novidades — ou
seja, muito em breve. Esperamos que você tenha aprendido um pouco mais
com este glossário. Se você deseja acrescentar algo, sinta-se à vontade
para comentar.
A Intel lançou recentemente um instalador dos seus drivers gráficos
para Linux, sobrepondo-se aos sistemas de gerenciamento de pacotes de
algumas distribuições. O instalador foi divulgado no 01.org, site da empresa dedicado a projetos open source.
O instalador funciona com versões populares do Ubuntu e Fedora, tanto de 32 como 64-bit. Ele pode ser baixado em: https://01.org/linuxgraphics/downloads/2013/intel-linux-graphics-installer
O bom do instalador é que ele aplica alguns arquivos extras não
disponibilizados por padrão em algumas distros, como o Fedora. Um caso
se dá com o driver libva, que permite que alguns programas
obtenham acesso à aceleração gráfica. O Fedora não o inclui por questões
de patentes, mas ele está disponível no RPM Fusion.
De acordo com o Web Upd8
há um problema de dependências com o instalador no Ubuntu de 64-bit.
Sendo assim, não é recomendável utilizá-lo neste sistema ainda.
Depois de rumores e do desejo de muitos, finalmente: o Ubuntu ganhará uma versão oficial com o GNOME.
A versão inicial 12.10 mostrou que há demanda
para uma distro com o GNOME 3.x "puro", sem o Unity nem as
personalizações da Canonical no ambiente. A primeira versão dada como
"oficial" será a 13.04, a ser lançada em abril.
Ela virá com o GNOME 3.6, que é a base usada pela Canonical neste ciclo. O GNOME 3.8 será disponibilizado via repositório PPA gnome3-team.
Apesar de usar muitos componentes do GNOME para formar o Ubuntu, o
ambiente de trabalho final é completamente diferente. O Unity substitui o
shell do GNOME, muito embora os aplicativos essenciais continuem os
mesmos. A aposta da interface própria da Canonical começou há alguns
anos, e de lá para cá veio ficando cada vez mais madura. Os conceitos
dela serão aplicados também para tablets e telefones,
como o lançador de apps no lado esquerdo. A Canonical quer uma mesma
base de código que se adapta às diferentes telas e dispositivos.
Além da versão com GNOME uma outra foi oficializada também:
o UbuntuKylin, uma versão especializada para chineses. Ela elimina
alguns problemas existentes no Ubuntu "tradicional", suportando melhor
os caracteres e aplicativos comuns na China.
Depois de pouco mais de três meses do lançamento
do novo recurso que permite baixar todo o histórico de mensagens
publicadas, o Twitter anunciou a primeira expansão do serviço: além de
estar disponível para o idioma inglês, agora usuários com contas
configuradas em alemão, espanhol, farsi, francês, finlandês, hebraico,
hindi, holandês, húngaro, malaio, norueguês e polonês, podem baixar o
histório de mensagens publicadas.
O Brasil ainda não está entre os
novos idiomas que permitem baixar as mensagens antigas do Twitter. A
mudança pode ter a ver com o número de usuários do microblog no Brasil:
pesquisa realizada pela consultoria Semiocast
no ano passado indicava que o Twitter era o segundo país com maior
número de contas no Twitter, cerca de 40 milhões. Em todo o mundo, o
Twitter reúne mais de 200 milhões
de usuários.
Apesar disso, os brasileiros não precisam esperar para
solicitar seu arquivo de mensagens publicadas no microblog. Como o
recurso de solicitação das mensagens está disponível apenas em outros
idiomas, basta que os internautas brasileiros acessem sua conta no site e
modifiquem o idioma na página de configurações, que pode ser acessada
por meio do ícone de engrenagem no canto superior direito do site.
Depois, faça login novamente.
Para baixar o arquivo com as mensagens, o usuário do
Twitter precisa acessar o menu de configurações, disponível no canto
superior direito da tela. O usuário deve clicar em link localizado no
final desta página para solicitar o download de um arquivo compactado
(.zip). O arquivo não é baixado na hora: quando o sistema terminar de
gerá-lo, o usuário recebe um e-mail com um link para fazer o download.
Dentro da pasta compactada, o usuário encontrará um
arquivo .csv com o tweets publicados, além de um arquivo .json com
outras informações relacionadas, como geolocalização das mensagens. Este
formato de arquivo é comumente usado para transferência de arquivos com
dados de serviços de web.
Para facilitar a exploração dos dados, o Twitter também
provê um link para o usuário, que permite acessar uma espécie de portal.
Por meio dele, o internauta poderá usar uma caixa de busca para
localizar mensagens do seu arquivo pessoal. Segundo o Twitter, as
mensagens excluídas não fazem parte do arquivo.