segunda-feira, 26 de abril de 2010

Microsoft lança portal de soluções gratuitas


A Microsoft Brasil acaba de lançar o portal “Grátis e Melhor” voltado para pequenas e médias empresas.

O objetivo é apresentar as soluções gratuitas que a companhia oferece ao setor, o que inclui pacotes como Windows Live com disco virtual de 25GB, Windows Live Messenger e Windows Live Groups. O site disponibiliza centenas de modelos prontos de documentos utilizados na administração de uma empresa, como folha de pagamento, controle de faltas dos funcionários, atas de reunião, balanços, calculadora de empréstimos e banco de dados de projetos.

Há ainda uma seção de vídeos com cases de sucesso de pequenas e médias empresas e conteúdo sobre cloud computing. O portal também traz cursos e treinamentos online para que os empresários possam aproveitar melhor os programas do pacote Office.
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MacBook Pro com Core i7 poderia fazer água ferver


O site PC Authority passou os novos MacBooks Pro de 17 polegadas com processador Core i7 pelos benchmarks de sempre. Daí os laptops ficaram quentes e uma série de erros estranhos começou a acontecer.

Eles só conseguiam completar os testes se virassem o MacBook de lado. O problema tinha que ser aquecimento.

Então a PC Authority fez mais testes (tanto no BootCamp como no OS X) enquanto monitoravam a temperatura da CPU. Céticos quanto aos resultados, eles deixaram o sistema desligado de um dia para o outro, e fizeram os testes de novo.

Nos dois casos, o CineBench — teste que usa o processador ao máximo — conseguiu aquecer o Core i7 a temperaturas de cerca 101°C. Isso é mais que o ponto de ebulição da água.

Quando os testes foram repetidos em um Fujitsu Lifebook SH 760 (com o mesmo processador i7, mas com um cooler de cobre que dissipa o calor pelo lado de um chassi de plástico), a CPU chegou a 81°C em potência máxima.

Sim, a PC Authority diz que, no uso diário, o processador só chegou a até 90°C (ainda mais alto que o Fujitsu a 100%) — mas aí é que está: o MacBook Pro 17" não é um computador que você compra para uso diário. Você usa para ter uma central de processamento potente e móvel. É difícil imaginar profissionais que não vão lidar com esses problemas de superaquecimento. E vendo os resultados no modelo de 17 polegadas nos faz pensar: como é que o modelo menor, de 15 polegadas, vai lidar com o calor?
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McAfee anuncia reembolso a usuários afetados por atualização defeituosa


Empresa disponibiliza número de telefone exclusivo para atendimento aos clientes afetados

A empresa de antivírus McAfee anunciou que vai reembolsar os usuários que tiveram despesas com assistência técnica para recuperar os computadores afetados pelo bug da atualização na semana passada.

Em um comunicado oficial publicado no site da empresa , a McAfee pede desculpas aos usuários e indica alguns passos a serem tomados para a resolução do problema.

Primeiro, o usuário é convidado a ligar para um número especial, destinado apenas a atender aqueles que tiveram seus computadores danificados. Segundo o anuncio, um técnico estará à disposição para fazer o atendimento e tentar solucionar o problema.

Se a assistência por telefone não atingir o resultado esperado, a empresa indica que o usuário baixe a correção por meio de um outro computador e a execute na máquina danificada. Caso não seja possível o acesso a outro PC, a McAfee se dispõe a enviar um CD com a correção gratuitamente.

O comunicado ainda diz que, como resultado desta questão, se você já tiver investido dinheiro para reparar seu PC, estaremos empenhados no reembolso de despesas razoáveis. As orientações para processar sua solicitação de reembolso serão publicadas nos próximos dias.

Os usuários do Brasil que tiveram problemas com a atualização podem ligar para o número 0800-891-0168 e contatar o técnico da McAfee. A ligação é gratuita e o sistema funciona 24hr, sete dias por semana. O pedido do CD com a correção é feito pelo mesmo número.

Aqueles que já tiveram despesas com o incidente devem acompanhar as atualizações e seguir as instruções disponíveis no link: http://bit.ly/Mc_Afee
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Ipea: concentração emperra banda larga e governo deve intervir



Estudo do órgão mostra que, em comparação com o serviço prestado em países desenvolvidos, Brasil perde em vários quesitos.

Estudo divulgado nesta segunda-feira (26/4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, avalia que participação do poder público é crucial para desenvolver a banda larga e que a falta de competição no setor emperra a disseminação do serviço no território nacional.

No documento "Comunicados do Ipea", a comparação entre o serviço prestado no Brasil e em países mais desenvolvidos na questão mostra que o mercado nacional perde em vários quesitos, como baixa velocidade, preços elevados e índices modestos de penetração.

Segundo Luís Cláudio Kubota, um dos técnicos responsáveis pelo estudo, há “gaps de mercado” - área não atendidas pela iniciativa privada por não serem rentáveis financeiramente – que só serão superados por uma atuação direta do poder público.

“A cobertura atual privilegia grandes centros urbanos e população de alta renda. Mas, com medidas regulatórias adequadas, pode-se levar o serviço para as áreas onde há gaps de mercado. Nos países em desenvolvimento, ainda há uma parte considerável da população não atendida, o que só vai ser superado com ações governamentais", disse Kubota, durante a apresentação do documento nesta tarde.

Papel do governo
Quando o Ipea foi indagado sobre se essa participação se daria por meio de uma estatal, como a Telebrás, os técnicos do instituto evitaram defender claramente essa posição, embora seus comentários também não tenham rechaçado a tese.

"Uma das recomendações do Ipea para o desenvolvimento da banda larga é que é necessário ter um instrumento regulatório para promover a competição no setor. Para isso, tem de haver investimento do poder público, seja por subsídio ou incentivo fiscal, entre outras possibilidades", afirmou Kubota.

"O grande movimento é a necessidade de competição no mercado de banda larga", reforçou o técnico do Ipea João Maria de Oliveira, que também participou da apresentação do estudo.

"O que existe é um grande consenso de que o investimento público é fundamental para levar o serviço a regiões mais distantes. Como essa participação vai se dar é outra discussão", pontou Rodrigo Abdalla, também técnico do instituto.

Capitais sem banda larga
Para reforçar a tese de que o Brasil está atrás de outros mercados na área de banda larga, Kubota apresentou dados do Ipea - compilados a partir de informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras fontes, como o Banco Mundial -, segundo os quais apenas 12 milhões dos domicílios do País (ou 21%) têm banda larga. Citou também o fato de que, em algumas capitais, como Boa Vista (Roraima) e Macapá (Amapá), o serviço "praticamente não existe". Conforme esses mesmos dados, Brasília é a responsável pela maior penetração no Brasil, com mais de 50% dos domicílios atendidos.

Outro aspecto apontado pelo Ipea diz respeito ao valor e à oferta do serviço. Conforme consta no estudo, "a situação do País em termos de oferta de banda larga é extremamente alarmante".

Apesar da economia do País situar-se entre as dez maiores do mundo, a União Internacional das Telecomunicações (UIT), órgão da ONU para o setor - classificou o Brasil em 60º lugar em 2009 em termos de desempenho das telecomunicações. Como comparação, a Argentina ocupou a 49º posição, Rússia (48º) e a Grécia, a 30º.

Os preços do serviço são outro problema, diz o estudo. Em 2009, o gasto médio com banda larga no Brasil representava, proporcionalmente, 4,58% da renda mensal per capita, ao passo que na Rússia foi de 1,68%. Nos mercados mais avançados no setor, a relação foi de 0,5%, o que quer dizer dez vezes menor que no Brasil.
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4 maneiras de reforçar sua privacidade nos serviços do Google


Picasa, YouTube, Orkut e Gmail têm caminhos próprios para definir o que pode e o que não pode ser visto por outros internautas.

As redes sociais promoveram uma revolução no modo como nos comunicamos na web, mas vieram acompanhadas de diversas questões em relação à privacidade. Nos últimos dias, o alvo das críticas foi o Facebook, cujo recurso de Personalização Instantânea oferece a sites parceiros o acesso às informações públicas dos usuários. Antes dele, foi o Goggle Buzz, cuja inauguração foi marcada pela divulgação da lista pessoal de contatos do Gmail.

Os passos para proteger sua privacidade no Facebook depois do lançamento da Personalização Instantânea já foram explorados. Mas e nos diversos serviços do Google? Com as instruções abaixo, usuários de serviços como Buzz, YouTube, Orkut e Picasa poderão conferir suas configurações de privacidade, ajustando-as de acordo com suas necessidades. Vamos a elas.

Gmail

O Gmail pode não ser sua principal preocupação em relação a segurança - afinal, e-mails são feitos para serem sigilosos. Mas ele é a porta de entrada para um dos serviços mais polêmicos lançados pela Google nos últimos tempos: o Buzz.

O Google Buzz foi ativado automaticamente para todos os usuários do Gmail no lançamento, em fevereiro de 2010. Mais tarde, a Google reviu tal política. Agora, para ativar ou desativar o Buzz, basta clicar no link respectivo, no pé da página do Gmail.

É bom lembrar que o Google Buzz não será exterminado de sua conta do Gmail - ele e suas configurações ficarão hibernando até que você mude de ideia. Para realmente desligar o Buzz, é preciso clicar em Configurações (no canto direito da tela), escolher a aba Google Buzz e clicar no link "Desativar o Google Buzz completamente".

Se a decisão for pela adesão ao Buzz, a primeira coisa que o serviço fará é mostrar quem você está seguindo e quem o segue, e as configurações de privacidade que se aplicam. É uma boa hora para rever a lista de seguidos e bloquear quem você não quer que o siga.

Um ponto polêmico do Buzz era a publicação das listas de contatos do usuário, montadas pela própria ferramenta e liberadas sem seu consentimento. A aba Goggle Buzz, em Configurações, oferece a opção de não mostrar essas listas no perfil público do usuário.

YouTube

Embora seja projetado desde a base para divulgar seus vídeos na web, o serviço - que passou a fazer parte da Google em 2006, numa aquisição bilionária - acena com a possibilidade de ajustes de privacidade.

Você pode, por exemplo, impedir que o YouTube use suas informações da sua conta para oferecer 'publicidade relevante'. Isso não vai bloquear a publicidade, mas você não irá receber anúncios de acordo com seus dados pessoais, como gênero e faixa etária.

Também é possível bloquear a exibição de estatísticas e dados sobre os vídeos, e restringir o envio de mensagens e o compartilhamento de vídeos apenas a amigos.

Cada vídeo individual também pode ter suas configurações de privacidade definidas. Clique em Vídeos para ver a relação completa. No vídeo a ser reconfigurado, clique em Editar. Uma caixa do lado esquerdo inferior da tela traz as opções Compartilhar seu vídeo com o mundo (padrão) e Privado (visível para até 25 pessoas).

Na opção Privado, é possível escolher entre gerar um endereço web de acesso limitado (para colar e enviar por e-mail às pessoas com as quais você vai compartilhar) e o compartilhamento privado com os usuários do YouTube - neste caso, você precisará informar os nomes dos usuários para notificá-los da existência do vídeo.

Outras opções incluem a distribuição (que pode ser restrita a PCs, sem incluir celulares e TV), a não incorporação deste vídeo por sites externos (o que impedirá a geração de código embedded, para inserção em outros sites) e a não informação de dados de localização (para que não saibam onde o vídeo foi gravado).

Orkut

As opções de ajuste de privacidade da rede social da Google estão sob o link Configurações do Orkut, no canto direito superior da tela. Um clique nesse link abrirá a página Minhas Configurações.

Uma das abas será Privacidade. Clique nela para abrira as opções de ajuste. Talvez a mais conhecida seja a Visitantes do Perfil - ela permite bloquear a publicação de informações que denunciam quem bisbilhotou no seu perfil.

Uma opção menos conhecida, mas que pode ser relevante para muitas pessoas, é a Orkut nos Resultados da Pesquisa do Google. Escolha "Ocultar Informações" caso não queira que seus dados do Orkut sejam listados nos resultados de pesquisa do Google.

As solicitações de amigos também podem ser restringidas por regras simples. O padrão é receber convites de qualquer um no Orkut, mas se quiser você poderá receber apenas solicitações de amigos dos amigos, ou de países e regiões específicas (Brasil e Portugal, por exemplo).

Sobre fotos, o usuário do Orkut pode desativar a marcação de fotos, impedindo você seja identificado nas fotos de outras pessoas. E no novo Orkut as atualizações que você faz aparecem na página de perfil das pessoas, mas se quiser essas atualizações podem ser desligadas - basta clicar na opção Ocultar Atualizações.

As fotos publicadas no Orkut podem ter seu acesso restrito. Clicando em Meus Álbuns a partir da tela de perfil, você encontrará uma lista de álbuns, cada uma com o botão Editar. Clique nele para configurar quem pode ver o álbum, se só alguns amigos, todos os amigos ou todos do Orkut. A opção Só Alguns Amigos permite a seleção de pessoas uma a uma ou de grupos inteiros, como Melhores Amigos ou Conhecidos, e até contatos de e-mail.

As informações do seu perfil pessoal não fazem parte da guia Privacidade, mas o acesso a elas também pode ser restrito. Para ter acesso aos ajustes, clique em Mais Informações, no cabeçalho da página de perfil. Você irá visualizar a tela de perfil do velho Orkut. No link Editar à frente da opção Perfil no menu esquerdo da tela principal. As opções oferecidas para visualização são Só Eu, Apenas Meus Amigos, Amigos dos Amigos e Todos.

Picasa Web Albuns

O serviço de guarda e publicação de fotos na nuvem traz, sob o link Configurações do canto superior direito da página, o acesso à aba Privacidade e Permissões. As opções, no entanto, não são tão ricas. Você pode permitir a utilização das fotos sob a licença Creative Commons (embora a segunda opção - proibir a utilização - dificilmente possa ser respeitada). Você também pode bloquear o download das fotos.

Em relação aos álbuns, é possível definir para quais grupos o acesso será liberado. Há três grupos predefinidos: Amigos, Família e Colegas de Trabalho, que originalmente estão vazios - você deverá povoá-los selecionando os contatos do Gmail.

Você também pode definir o compartilhamento de cada álbum. As opções são Público (o álbum aparece para todos que visualizarem seu perfil no Picasa), Não Listado (só você verá o álbum) e Login necessário para Visualizar (permissão apenas para os que estiverem conectados ao Picasa).

Para ajustar essas configurações, entre no Picasa, clique num álbum para abri-lo; depois, clique no link Editar da barra de ferramentas, e escolha Propriedades do Álbum. Quando terminar os ajustes, não se esqueça de clicar em Salvar Alterações.
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Escassez de chips da Intel ameaça lançamentos de laptops ultrafinos


ntel acelera produção para reduzir atraso na produção de processadores para computadores portáteis e atender ao aumento da demanda.

A falta dos microprocessadores da Intel para laptops parece piorar e poderia prejudicar seus distribuidores causando atrasos nas entregas de novos computadores portáteis.

A carência, que se estende desde março, é dos novos microprocessadores Arrandale, incluindo alguns Core i3 e Core i5. A situação fez com que os compradores de chip oferecessem até 20% a mais do valor dos processadores fechado em contrato com a distribuidora americana Converge.

A escassez dos chips pode causar atrasos de três meses ou mais no lançamento de novos portáteis sofisticados, segundo a análise da empresa de pesquisa CLSA Asia Pacific Markets. Além disso, poderia dar à rival Advanced Micro Devices (AMD) a oportunidade de ganhar parcela do mercado de laptops, segmento que mais cresce no mercado de computadores.

"É raro a falta de determinados dispositivos não ser resolvida pelo mercado", afirma a Converge. A maioria dos fabricantes de laptops tem sido capaz de acompanhar a demanda, utilizando chips mais antigos como a família de processadores Intel Montevina.


Segundo o diretor de pesquisas do IDC, Shane Rau, a falta de chips Arrandale está afetando principalmente os pequenos fabricantes. Os grandes distribuidores têm prioridade para obter os chips períodos de escassez, enquanto pequenos fornecedores têm de encontrar outras soluções.

O design do processador Arrandale é projetado para que os distribuidores possam produzir laptops mais finos. Eles vêm em uma pastilha com dois chips, que inclui um núcleo de processamento utilizando a tecnologia de produção de 32 nanômetros e processador de gráfico com a tecnologia de 45 nanômetros.

A Hewlett-Packard (HP), a Acer e a Asustek Computer se recusaram a comentar o assunto.

Um porta-voz da Intel também se recusou a comentar especificamente sobre os problemas de escassez, mas disse que a empresa trabalha constantemente para atender às demandas de seus clientes.

Outros executivos da Intel, no entanto, não negaram que a companhia esteja enfrentando alguns problemas de abastecimento, durante conferência realizada na semana passada para anunciar os resultados financeiros do primeiro trimestre da companhia.

"Nós ficamos um pouco atrás de toda a demanda de 32nm solicitada por nossos clientes no primeiro trimestre, embora a produção já seja muito superior à programada", disse o CEO da Intel, Paul Otellini.

A Intel está se apressando para aumentar a produção nas novas fábricas que trabalham com a tecnologia de 32nm.

"O 32nm é o nosso processador rápido, e estou satisfeito por constatar que estamos acelerando os planos originais de nossas terceira e quarta fábricas de 32nm. No quarto trimestre teremos quatro fábricas de produção de 32 nanômetros", disse Otellini.
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Polícia apreende computador de blogueiro que mostrou iPhone furtado


Jason Chen, do Gizmodo, teve de entregar computador, câmera digital e celular. Blog teria pago US$ 5 mil para ter acesso a protótipo achado em bar.

O blogueiro Jason Chen, do Gizmodo, teve de entregar à Justiça dos EUA seu computador, câmera digital e telefone celular. A apreensão dos itens faz parte das investigações sobre notícias e fotos publicadas no blog do iPhone 4G – modelo ainda não lançado pela Apple – que teria sido encontrado em um bar.

De acordo com um documento oficial e mandado de busca e apreensão fornecidos pelo Gizmodo à AP, o blogueiro foi alvo de uma força-tarefa especializada em crimes de informática formada por várias agências norte-americanas. O mandado diz ainda que o computador e os outros dispositivos apreendidos podem ter sido utilizados para cometer um crime.

A Apple não retornou imediatamente aos pedidos de entrevista da AP para falar sobre o caso.

Um promotor de San Mateo, na Califórnia, onde fica a sede da Apple, disse mais cedo que entraria com um processo contra o vendedor do protótipo do iPhone e do comprador, no caso o blog, acusando ambos de roubo. Pela lei do estado, é ilegal vender bens roubados e utilizar propriedade de outros sem permissão. O blog pagou US$ 5 mil (embora rumores indiquem que o valor pago seja de US$ 10 mil) pelo aparelho e publicou diversas notícias sobre ele.

Ainda segundo o Gizmodo, o iPhone foi devolvido para a Apple na sexta-feira (23), após a empresa ter entrado em contato solicitando a devolução imediata do protótipo.
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Sony irá parar de produzir disquetes em 2011


Motivo é a queda na demanda pela mídia.
Cerca de 12 milhões de unidades foram vendidas no Japão em 2009.

Os velhos disquetes estão com os dias contados. A Sony do Japão anunciou que irá encerrar a fabricação da mídia a partir de março de 2011. O motivo da decisão é a queda na demanda pelos discos flexíveis.

Em 2009, cerca de 12 milhões de unidades de disquetes foram vendidas no Japão, onde a Sony detém 70% do mercado. Como os computadores atuais não possuem mais entradas para a mídia, os compradores são usuários de PCs antigos. Uma caixa com 10 unidades custa, em média, US$ 6 no país.

Os disquetes foram muito populares na década de 90, quando armazenavam 1.44 MB. Com o surgimento dos CDs graváveis e regraváveis, a mídia caiu em desuso, já que podiam armazenar 650 MB. Atualmente, os pen drives são os itens mais populares para a troca de dados entre computadores e os discos de Blu-ray são as mídias que mais podem carregar informações, armazenando 50 GB.

Fora do Japão, a Sony não fabrica mais disquetes.
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Dois antivírus: o dobro de problemas por pouca proteção


Na semana passada, milhares de usuários do antivírus McAfee – o vice-líder de mercado – foram surpreendidos por um alerta de vírus em um componente do Windows. O resultado foram sistemas inoperantes. Quando um antivírus detecta um arquivo inofensivo como se fosse uma praga digital, diz-se que há um falso positivo no programa. Falsos positivos acontecem muito. E o uso de dois antivírus simultaneamente dobra o número de falsos positivos, mas não dá o dobro da proteção.

Hoje falaremos não apenas sobre os problemas de se usar dois antivírus. É sobre erros em software de segurança e como a existência desses problemas devem ser um lembrete de que a própria segurança tem um custo para a sua segurança.

>>> O worm Witty , as vulnerabilidades e os problemas em programas de segurança

O extinto BlackICE Firewall esteve no centro de um episódio, no mínimo, vergonhoso. O software, que devia proteger o computador contra ataques vindo da rede, tinha uma brecha crítica. Usando-a, um programador conseguiu criar um vírus capaz de infectar automaticamente qualquer usuário do BlackICE. Considerando que o problema estava na própria defesa instalada no PC, a única saída para se proteger era desativar o firewall.

O vírus levou 30 minutos para infectar pouco mais de 12 mil computadores e gerar um imenso tráfego na internet.

Versões antigas do Norton LiveUpdate não verificavam a procedência dos arquivos a serem instalados no PC. Considerando a popularidade do produto – o antivírus mais usado no mundo – um ataque que envolvesse respostas falsas fingindo ser o servidor da Symantec poderia ter consequências graves. O ataque nunca foi realizado, felizmente, e desde a versão 1.6 o LiveUpdate checa os arquivos antes de instalá-los no computador.

Brechas em programas antivírus que envolvem a análise de arquivos ZIP ou RAR são comuns. Um arquivo ZIP ou RAR malicioso, ao ser examinado pelo antivírus, pode ser capaz de se executar no PC. Considerando que muitos antivírus analisam arquivos automaticamente ao serem gravados no disco, um vírus poderia fazer uso de uma falha dessas para se autoexecutar. A velocidade com que essas brechas têm sido corrigidas, no entanto, tem impedido isso de acontecer.

Vulnerabilidades de menor impacto podem ser encontradas no ISA Server, o firewall corporativo da Microsoft. E também em programas de outras empresas. As consequências variam de coisas simples, como burlar a proteção do produto, até travar o programa por completo – o que, em alguns firewalls, faz com que conexão com a internet pare de funcionar.

Mas os produtos de segurança têm ainda mais problemas de natureza comum – bugs, comportamentos inconsistentes, travamentos etc. Em 2008, a versão 8.0 do Zone Alarm teve sua distribuição interrompida depois que dezenas de usuários começaram a relatar problemas como desligamentos lentos e erros em páginas web. Muitos antivírus fazem uso excessivo de recursos do sistema, causando problemas em programas que dependem do bom funcionamento do PC, como games e edição de vídeo e áudio.

>>> O que isso tudo quer dizer

Programas de segurança não são especiais. Mas a verdade é que a confiança neles é muito grande. Confia-se no antivírus e no firewall para estar em execução 100% do tempo e atualizar automaticamente quando houver necessidade. Muitos usuários configuram o Windows para solicitar autorização antes de se atualizar, mas não fazem o mesmo com o antivírus – como se ele, também, não pudesse causar problemas.

A instalação de qualquer programa, mas principalmente de um software que ficará em execução durante todo o tempo como um antivírus, precisa ser bem considerada. Alguns usuários, porém, fazem uma conta simples: quanto mais softwares de segurança estiverem instalados, mais seguro o PC vai estar.

É claro que esse não é o caso.

Os pilares da segurança são “disponibilidade, integridade, confidencialidade”. Um software de segurança, quando causa transtornos, modificará a disponibilidade do seu PC (se ele ficar inoperante, por exemplo) ou a integridade (se ele apagar documentos legítimos como se fossem vírus).

Um antivírus já faz parte da configuração padrão de um computador. A grande maioria dos usuários precisa de um. O mesmo não pode ser dito de outros tipos de programas. Não vale a pena instalar um firewall se você não souber utilizá-lo corretamente e não tiver o interesse de aprender. O ganho de segurança ficará reduzido – por ele não ser usado de forma adequada – mas os problemas que ele pode causar continuam os mesmos.

Dois antivírus, nem pensar. A coluna já tratou dessa questão diversas vezes, mas vale reforçar: a instalação de dois antivírus dobra as chances de você passar por uma situação como a dos usuários da McAfee na semana passada. A McAfee não é a única que sofre desses problemas. Qualquer antivírus sofre com detecções erradas: gratuito, pago, tanto faz.

Se os problemas dobram, a proteção não é duplicada junto, porque o segundo antivírus irá oferecer proteção para muitas das pragas que o primeiro antivírus já detecta.

Se há uns cinco anos era obrigatória a instalação de um antispyware em conjunto com um antivírus, hoje a situação não é mais a mesma. A maioria dos antivírus detecta spywares também, e os investimentos da indústria antivírus enfraqueceram os programas antispyware independentes que, incapazes de investirem em pesquisa na mesma escala, tornaram-se apenas úteis para remediar problemas específicos. Em outras palavras, você não vai precisar deles na maioria do tempo.

Você realmente precisa de todos os softwares de segurança que estão no seu computador? Pense um pouco. Como dizem, às vezes, menos é mais.

Se você tem uma pergunta, deixe-a como comentário. Todos os comentários são lidos.
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domingo, 25 de abril de 2010

Marco Civil da web impõe desafio: como regular sem censurar?


Contas de e-mails roubadas, perfis falsos em sites de relacionamento, difamações feitas por usuários anônimos, muitos são os motivos que levam a sociedade a refletir sobre a necessidade de se regulamentar a internet. Mas a grande polêmica é como aprovar um texto que não limite a liberdade de expressão ou censure ideias e debates.

Vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz conta que há um ano alguém criou uma conta de Twitter em seu nome e se fez passar por ele no universo virtual. "A pessoa xingava outros artistas e defendia ideias que não eram minhas", relata o músico. "Eu fiz de tudo para provar que não era eu, procurei pelo impostor e divulguei a foto dele na internet, depois não tive mais problemas".

No entanto, Tico acredita que a grande rede é um espaço para a arte e para diversas manifestações de pensamento. Para criar uma lei, seria preciso pensar em uma forma de não atrapalhar a natureza do veículo. "Regulamentar a internet é perigoso. Não sou a favor de uma rigorosa vigília sobre o que se fala", diz.

A Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do Ministério da Justiça em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), colocou na rede, para debate, uma versão preliminar do anteprojeto do Marco Civil da Internet no Brasil. De acordo com o chefe de gabinete da SAL, Guilherme Almeida, um conjunto de regras foram propostas para garantir direitos, determinar responsabilidades e orientar a atuação do Estado neste contexto.

Almeida explica que os pontos mais polêmicos são os que falam sobre a responsabilidade por conteúdo de terceiros e a atribuição de registros para a navegação na internet, como um número de identificação. O projeto pretende incentivar que os sites tenham uma parte dedicada à notificação de reclamações.

"Se alguém se sente ofendido por um conteúdo publicado no Facebook, por exemplo, deverá reclamar antes pelo site. Somente depois poderia procurar a Justiça", destaca Almeida. Hoje o internauta que não concorda com algum conteúdo publicado já pode processar o site onde está o comentário diretamente.

Em contrapartida, o advogado Lucas Antoniazzi, do escritório Di Blasi, Parente, Vaz e Dias Advogados, especializado em propriedade intelectual, ressalta que, desta forma, os sites de relacionamento vão receber uma enxurrada de notificações e retirar conteúdos publicados diariamente. Segundo ele, não há uma especificação do que poderá ser removido ou não.

"Os sites, com medo de processo, vão excluir tudo que o que pedirem. Isto é censura", afirma Antoniazzi. "E quando vamos saber se a exclusão é justa ou não, se o usuário só estava manifestando uma opinião e outro a interpretou de forma maldosa ou preconceituosa?"

A proposta de Marco Civil da internet ficará no site culturadigital.br/marcocivil até o dia 22 de maio. Os internautas podem questionar e fazer sugestões. Depois disso, o texto será enviado para o Congresso como projeto de lei, onde será votado.

O diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Ronaldo Lemos, que participa da elaboração do projeto, lembra que este texto preliminar é resultado da análise dos mais de 800 comentários recebidos na primeira fase, de 29 de outubro a 17 de dezembro de 2009, com uma média de 1,5 mil visitas diárias.

"Estamos incentivando a participação do público. Defendemos a internet como um local para debate", alegou Lemos.

A advogada e professora da UFRJ, da FGV e do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Deana Weikersheimer, é contra qualquer regra que venha a ser instituída para a internet. Para ela, o espaço é um meio de comunicação que nasceu livre e não deve ser passível de regras e determinações.

"A internet é apenas um canal, e as questões legais que acontecem já estão previstas na lei própria", defende a advogada, acrescentando que qualquer infração, seja comercial, civil ou penal, deve ir para a Justiça.

A atribuição de registros para a navegação também divide opiniões. Está em discussão se deverá haver um número de registro a cada momento em que o usuário se conecta ou um único registro que será determinado pelo provedor. Além do responsável por guardar este número e rastreá-lo, se necessário.

Usuários são responsáveis pelo conteúdo publicado

A Associação Brasileira dos Provedores da Internet (Abranet) não se considera responsável pelo conteúdo publicado em blogs, sites de relacionamentos e sites em geral. De acordo com o presidente, Eduardo Parajo, quando os provedores recebem uma ordem judicial para retirar um determinado conteúdo da rede, eles obedecem, mas fora isso, os responsáveis pela publicação de informações são os usuários.

O Marco Civil sugere que os provedores tenham espaços dedicados a receber notificações dos internautas e tenham a opção de retirar o conteúdo. Depois disso, eles se tornam responsáveis pelo que está veiculado e poderão ser processados.

"Não podemos ficar como julgadores do que é publicado ou não", alega Parajo. "Nosso foco é chamar mais gente para a internet e não afastar".

Entretanto, a Abranet se coloca a favor do Marco Civil e acredita que a discussão está sendo muito produtiva. "A forma com que estão trazendo a sociedade para debater é muito democrática".

Já a Câmara de Comércio Eletrônico (Camera-e.net) concorda com todos os pontos discutidos. De acordo com o Coordenador do Comitê Jurídico da Câmara, Leonardo Palhares, a entidade apresentou quase 30 páginas para a elaboração do texto como está hoje na internet.

A Câmara-e.net criou o Fórum do Comércio Eletrônico para discutir a atuação da atividade no ambiente virtual. Composto pelo Ministério da Justiça, Ministério Público Federal, entidades de defesa do consumidor e instituições ligadas à web, o grupo pretende elaborar uma carta de princípios.
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Pirataria de softwares


Entenda um pouco mais sobre as causas e consequências desta prática, que afeta, direta ou indiretamente, a todos nós.

O crime da pirataria é caracterizado pela distribuição, cópia ou venda de qualquer tipo de mercadoria sem que os envolvidos paguem os direitos autorais que abrangem a sua criação, imagem e outras características inerentes a ela, incluindo o próprio direito ao uso de suas funções.

O ato ilícito ocorre nos mais variados produtos: peças de vestuário, calçados, remédios e até os softwares de computador, foco principal deste artigo. É fundamental que busquemos entender as causas e conseqüências dessa prática, aprimorando o nosso senso crítico como cidadãos.

Pirataria de Software

Formas mais conhecidas

Como mencionado acima, a pirataria é relacionada a atos que burlam as leis de direitos autorais. Em praticamente todos os casos, as licenças de softwares não são respeitadas. Elas são disponibilizadas gratuitamente em cópias ilegais pela Internet ou em lojas, que as distribuem em preços bem menores do que as versões pagas.

Os programas, sistemas operacionais e jogos passam por um processo de engenharia reversa, em que o cracker, conhecedor da estrutura desses aplicativos, cria uma maneira de fazê-lo funcionar gratuitamente, o que motiva os usuários a não optarem pelo produto original.

O “desconhecimento” das licenças

Uma das formas que engloba a pirataria que muitos parecem desconhecer é o real sentido da aquisição da licença de um software. Quando você compra um sistema operacional, como o Windows Vista, por exemplo, a licença que permite sua utilização estipula a instalação dele em apenas um computador.

Ao adquirir o produto, muitas pessoas, até mesmo no mundo empresarial, pensam que têm o direito de colocá-lo em diversas máquinas, emprestando também para vizinhos e amigos, o que, segundo os termos de uso do próprio sistema, configura o crime de pirataria.

No entanto, vale lembrar que muitas licenças permitem a utilização do seu software em diferentes computadores. Alguns jogos também podem ser instalados em um certo número específico de máquinas. O fato é que os termos de uso disponibilizados pelos desenvolvedores precisam ser lidos atentamente para evitar problemas nesse sentido.

Pirataria no mundo

Um dos pontos que mais chama a atenção quando se trata de cópias ilegais de software é quanto ao percentual que a prática abrange em diferentes regiões do mundo.

Como é possível observar, América do Norte e Europa Ocidental são as partes do mundo em que menos ocorre a prática da pirataria. Alguns dos motivos que levam a esses números são bem claros, como o maior poder aquisitivo da população e o preço comparativamente menor pago pelos próprios aplicativos, além da maior fiscalização e punição quanto ao crime.

Por outro lado, em regiões do mundo onde a renda é menor e o preço pago pelos softwares elevado, a pirataria aumenta drasticamente. Fatores históricos e sociais também são de grande influência nesses números.

Motivos

Se perguntarmos para qualquer pessoa os motivos que a levam a utilizar softwares piratas em seu computador, em quase todos os casos a resposta principal é o preço elevado dos produtos originais. Ao se deparar com as mesmas possibilidades gratuitamente, o usuário é tentado a escolher o pirata.

A Internet em banda larga propicia ainda mais a transferência dos softwares de maneira gratuita, em aplicativos especialmente desenvolvidos para isso. Os compartilhadores P2P, além de programas que fazem uso do sistema torrent, são algumas das opções mais utilizadas na disseminação dos piratas.

Outro ponto que facilitou o processo foi a democratização dos gravadores de CDs e DVDs, hoje vendidos a preços extremamente acessíveis. Há alguns anos, até mesmo a pirataria era algo mais caro para o usuário comum, que precisava adquirir as mídias prensadas, gravadas em máquinas especiais.

Mas sem dúvida o principal motivo que leva tantas pessoas a praticarem a pirataria de software é a ideia de que esses atos não parecem ser criminosos, ou já que “quase todo mundo faz”, a justiça não tem como punir todos que praticam. A falta de fiscalização e medidas mais duras quanto à pratica também favorecem a ação dos “pirateiros”.

Desvantagens

A única "vantagem" real apresentada por um software ilegal é a diferença de preço em relação ao original. Todas as características do produto licenciado, como a garantia, além de suporte e atualizações de segurança, não existem ao adquirir o pirata.

Outra grande desvantagem que muitas vezes passa despercebida é a quantidade de dinheiro desperdiçada no processo, além dos custos em desenvolvimento e distribuição arcados pelas empresas criadoras dos programas. Segundo os dados do estudo sobre a pirataria da "Business Software Alliance" (BSA), o Brasil perdeu 1,645 bilhão de reais no ano passado com a pirataria de software.

Isso barra a criação de novos empregos e reduz os ganhos das desenvolvedoras de aplicativos, além da arrecadação de impostos com os softwares legítimos. Se todos comprassem programas originais, o preço reduziria em comparação à realidade atual.

Originais de sucesso

Alguns softwares se mostram tão eficientes em suas versões pagas que levam os usuários a gastarem um pouco mais com suas licenças. Diversos antivírus de alta qualidade são um bom exemplo do caso. Eles resolvem o problema através de um aplicativo que requer o pagamento para manter o seu banco de dados atualizado.

No caso dos jogos, o desenvolvimento de versões para teste de boa qualidade para que o usuário conheça o jogo e decida pela compra, além de possibilidades multiplayer atraentes, como acontece em World of Warcraft, são algumas das melhores opções para contornar o problema da pirataria. Jogos disponibilizados eletronicamente, como acontece no Steam, também poupam os gastos em distribuição e gravação em mídia e barateam os produtos.

Quanto aos sistemas operacionais, a melhor maneira de tornar os softwares mais baratos ainda é vendê-los juntamente com computadores novos, em parcerias com empresas do ramo. O valor do sistema é agregado ao equipamento, e sai bem mais em conta do que se ele precisasse ser adquirido de maneira avulsa.

Outra saída encontrada pelos desenvolvedores é quanto aos aplicativos online, que requerem um cadastro pago para que o usuário tenha acesso às suas funções. A evolução nesse sentido parte para o que é chamado de “cloud computing”, termo que designa um sistema bem mais completo e complexo de aplicativos e soluções online para a computação.

Debatendo o tema

O objetivo principal desse artigo é informar você, nosso usuário, sobre as características da pirataria, um assunto que gera discussões entre pessoas no mundo inteiro.Gostariamos de saber qual é a sua opinião, quanto às causas e conseqüências da prática ilegal em nosso país, além das medidas que deveriam ser tomadas para diminuí-la.

Se você quer aprender um pouco mais sobre a pirataria no Brasil e no mundo, confira o site da BSA, órgão que representa os principais desenvolvedores de software mundiais. Clique no link abaixo de acesso à página para conferir notícias e estudos referentes à pirataria, além de informações muito interessantes sobre o tema.

Link

BSA
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sábado, 24 de abril de 2010

Programa na nuvem ajuda candidato a passar em concursos públicos


Tuctor também auxilia na preparação para vestibular e exames da OAB

A realidade de muitos jovens passa pelo sonho de passar em um concurso público, passar no vestibular ou, em casos mais específicos, no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Já estava na hora de alguém pensar num programa que ajudasse nesse processo. Noites sem dormir debruçados sobre livros agora podem receber a ajuda do Tuctor, um programa online que ajuda o estudo dos candidatos.

O programa é fruto do trabalho de Rogério Neiva Pinheiro, professor, juiz do Trabalho e especialista em preparação para concursos e exames. Com o sistema, por exemplo, um candidato ao exame da OAB pode conseguir a total preparação com cerca de 200 horas de estudo. A ferramenta entra agora em fase final de desenvolvimento e já conta com 6 mil usuários cadastrados, segundo dados de abril de 2010.

"O sistema consiste em uma ferramenta de gerenciamento e estruturação de programas de estudo, além de atuar como motivador de sua execução. O usuário insere todas as variáveis para a preparação, tais como matérias, fontes de estudo, entre outros elementos. Então o sistema mostra o caminho a ser seguido e acompanha a sua evolução por meio de uma série de indicadores”, afirma Neiva.

Caso o aluno não siga o planejamento estipulado pelo Tuctor, é informado o tempo a mais de estudo necessário para atingir o objetivo e o quanto será preciso estudar a mais semanalmente para compensar a falha. “Com esta informação, o candidato, por exemplo, saberá se o atraso fará com que ele estude ou não todo o conteúdo previsto até o dia da prova”.

Para auxiliar na preparação, o Tuctor traz alguns programas de estudo já prontos, com matérias e bibliografia indicada para concursos e exames, como o da OAB. Entretanto, o sistema pode ser utilizado para qualquer tipo de prova, bastando ao usuário abastecer a sua conta com as matérias estabelecidas no edital aberto atualmente ou do anterior, isto no caso dos exames já esperando, mas que ainda não tiveram o edital publicado.

Tuctor
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Windows Live Messenger se aproxima dos 11 anos quebrando recordes


Mensageiro instantâneo da Microsoft tem 45 milhões de usuários no Brasil

Primeiro, MSN Messenger, agora, Windows Live Messenger. De uma forma ou de outra, o mensageiro instantâneo da Microsoft chega aos 11 anos de idade mais forte do que nunca. O serviço, que começou em 1999 como um comunicador instantâneo, hoje oferece a plataforma de comunicação mais completa de todas as mídias sociais, com mais de 330 milhões de usuários no mundo.

Maior serviço de mensagens do mundo, disponível em 76 países e em 48 idiomas, o Messenger tem no Brasil sua maior base de usuários, com cerca de 45 milhões de pessoas e crescimento de 658% em sua base nos últimos cinco anos. O Messenger no país é um fenômeno e conquista mais de 537 mil novos usuários por mês. Cerca de 25% do tempo online dos brasileiros são dedicados ao Messenger e cada pessoa utiliza 480 minutos por mês.

Quando foi criado, há uma década, o Messenger inaugurou uma nova forma de comunicação. Com ícones e símbolos em movimento, deu vida às palavras, expressão aos sentimentos nos contatos entre amigos e familiares. Criou oportunidades para histórias de amor, reuniões de família, de trabalho e bate papos entre colegas, além de beneficiar todas as classes sociais, já que o acesso a ferramenta depende apenas de um computador - particular ou compartilhado por uma comunidade.

Algumas curiosidades sobre o Messenger da Microsoft:

- Os usuários do Messenger entram no programa três vezes ao dia. Ou seja, em um ano são mais de 1.100 acessos.

- A população dos EUA e do Canadá somadas é igual ao número de usuários ativos mensalmente, no Messenger, no mundo.

- Mais de oito milhões de janelas do chat Windows Live são abertas todos os dias. Se escrevêssemos estas mensagens em papel e as empilhássemos, teríamos o necessário para alcançar a Lua e voltar.

- Se as pessoas escrevessem cartas ao invés de usar o Messenger, seria necessário o corte de 2.8 milhões árvores por dia.

- No mundo, são enviadas em média 9,4 bilhões de mensagens por dia pelo Messenger.
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Novo vírus se disfarça como atualização perfeita do Photoshop


Trend Micro detecta Cavalo de Troia que se passa por atualização da Adobe

De repente, seu Photoshop começa a avisar que precisa ser atualizado. Os ícones que surgem na tela parecem legítimos. Cuidado! Trata-se de um cavalo-de-troi perigosíssimo chamado TROJ_FAYKDOBE.A. Pesquisadores da Trend Micro, empresa especializada em segurança digital, detectaram recentemente uma nova ameaça virtual disfarçada de atualização da Adobe.

Esse malware tem os mesmos ícones e detalhes de uma atualização do software legítimo, o que o impede de ser descoberto por antivírus e análises de sistemas, além de induzir os usuários a acreditarem que ele é de fato é legítimo. Assim que executado, o TROJ_FAYKDOBE.A faz o download de outros arquivos maliciosos identificados como BKDR_VBBOT.AP, BKDR_VB.JHM e BKDR_VB.JGT. O primeiro age como componente central e se conecta a servidores específicos para reconhecer os comandos de um usuário remoto. Já o segundo é utilizado para coletar dados e encerrar determinados processos em execução. Por fim, último serve como Proxy, para que usuários remotos possam acessar os sistemas afetados.

Esse golpe é similar ao que recentemente atingiu o Vietnã, com a ameaça BKDR_VBOT.A que se passava por VPSKeys, cujo malware foi usado para estabelecer uma rede de bot, que espia os sistemas infectados e contribui na distribuição de ataques de negação de serviço (DDoS). Ele também faz o download do BKDR_VBBOT.AP e, como o TROJ_FAYKDOBE.A, foi criado com a linguagem Visual Basic.

O Trend Micro Smart Protection Network protege seus usuários dessa ameaça evitando o download e a execução dos arquivos maliciosos com TROJ_FAYKDOBE.A, BKDR_VB.JGT, BKDR_VB.JHM, BKDR_VBBOT.AP e BKDR_VBOT.A.
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Netbooks dual-core serão lançados ainda este ano


Temos mais uma prova de que o dual-core Atom Pine Trail-M está chegando. Estamos falando sobre o Atom que foi apresentado em janeiro no formato single-core. Futuramente, ainda neste ano, a Intel finalmente vai liberar e deixar seus parceiros produzirem netbooks dual-core.

A demanda certamente existe, já que muitos clientes e parceiros teriam o maior prazer em vender tais sistemas. Netbooks do futuro também serão limitados a formato de tela 10.2, mas a Intel pode mudar de idéia.

A plataforma Atom netbook dual-core deve ter um TDP de 10W, o que não é tão ruim, considerando que os sistemas single-core têm entre 7W e 8W TDP. Você vai ter um grande desempenho com dual-core, mas as frequências serão mais elevadas no lado single-core.

A data de lançamento do Atom dual-core é em algum momento do segundo semestre de 2010, provavelmente só no último trimestre, mas no momento a Intel diz não estar pronta para revelar essa informação.
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Anonimato na internet tem seu lado sombrio



Taffy Brodesser-Akner

Em fevereiro, escrevi para o site Salon.com um artigo sobre o distúrbio de estresse traumático pós-parto de que sofri depois do nascimento do meu filho. Infelizmente, foi um artigo que pude escrever em primeira pessoa, e nele eu discutia estatísticas, pesquisas e minha ambivalência inicial quanto a um diagnóstico que parecia mais apropriado para veteranos de guerra e vítimas de estupro. O texto não tinha o objetivo de evocar simpatia, e sim o de informar. Além disso, dado o volume de antidepressivos que eu vinha usando, eu não conseguia nem mesmo ter pena de mim mesma.

E por isso fiquei surpresa quando, horas depois da publicação do meu artigo, comecei a encontrar comentários malévolos na área reservada às reações dos leitores.

"Você deveria pensar em não ter mais filhos".

"Lamento pelo filho dela. Imagine ter de viver com uma mãe assim".

Nem todos os comentários eram negativos. Alguns eram simpáticos, solidários, e até mesmo tocantes. Mas os comentários malévolos eram mesmo muito hostis.

Não estou escrevendo este artigo para relatar o quanto me magoei. Na verdade, estou confusa. É aceitável que as pessoas desejem debater os méritos (ou falta deles) das opiniões e fatos discutidos no que escrevi. Também é aceitável que elas simplesmente não gostem do meu trabalho. O que me parece inexplicável é o motivo para que os comentários online sejam malévolos de modo tão gratuito; por que, em uma ocasião em que existe uma oportunidade de discordar amavelmente de um autor ou de outros leitores, algumas pessoas preferem empregar aquele espaço para exibir sua peçonha, em lugar de apresentarem argumentos bem fundamentados.

Não sou a única. Em outubro, o jornal Philadelphia Weekly publicou um artigo de uma mulher que escreveu sobre as dificuldades que sofreu depois de um acidente de automóvel (Ela não tinha plano de saúde.) Eis um comentário, de uma leitora que se assina Rux P.:

"Tome vergonha. Tive câncer de mama, fiz uma mastectomia e quimioterapia. Com um plano de saúde ruim e sobrevivi. Use um band-aid da Minnie e vá dormir".

Por que a internet é um playground tão cruel? Kathleen Taylor, autora de um livro sobre o aspecto cerebral da crueldade, tem uma hipótese: "Evoluímos para viver em contato face a face", ela disse em entrevista recente. "Temos necessidade de interação constante com os outros, para que nos digam que é aceitável dizer o que dizemos. Na internet não existe isso; faltam gestos, linguagem corporal. E surge essa sensação de poder ilimitado porque não há coisa alguma que detenha, nenhuma reação imediata ao que se afirma".

Os comentários online deveriam ser a contribuição da geração internet à democracia. A pessoa poderia não só ler notícias mas debatê-las com outros leitores interessados no assunto ou expressar suas opiniões ao autor.

Mas como um autor deveria responder a uma torrente de maldade anônima? Um colega jornalista me aconselhou a dar uma olhada prévia nos comentários e a pular os maldosos. Mas não sou tão evoluída. Leio todos os comentários, ainda que prefira não responder. Isso pode parecer covardia, mas a agressividade gratuita de muitos dos comentaristas realmente me silencia.

Além disso, como eu deveria reagir? Ignorar os malévolos e responder só aos comentários ponderados? Ou devo responder a todos? E, nesse último caso, como fazê-lo? Um dos motivos para que eu não responda é exatamente que não desejo que os malvados saibam que estou lendo o que escreveram. O anonimato dos comentaristas da internet é algo que parece preocupar outros observadores, igualmente.

Connie Schultz, colunista do jornal Cleveland Plain Dealer, critica ferozmente a prática dos sites jornalísticos de permitir comentários anônimos, e escreveu em um artigo online em março que "talvez seja otimismo tolo da minha parte, mas gosto de acreditar que um dia admitiremos - para nós mesmos e diante do público - que permitir que as pessoas se ocultem no anonimato não fez bem ao nosso setor, nossa cultura e nosso país".

E o The New York Times reportou este mês que diversos veículos noticiosos, entre os quais ele mesmo e o Washington Post, estavam reconsiderando a abordagem adotada quanto a comentários de leitores anônimos. A ideia é que os usuários sejam forçados a assumir maior responsabilidade pelo que dizem e prevenir alguns dos comentários mais insultuosos que surgem online. Eu apreciaria isso.

Talvez eu jamais venha a descobrir o que motiva os comentaristas malévolos a exibir tamanha crueldade. Passei uma semana batalhando para conseguir que alguns deles me concedessem entrevistas. Não surpreende que nenhum tenha respondido. Considerei a hipótese de fazer eu mesma alguns comentários rudes, para determinar se existe alguma satisfação secreta em agir assim, mas não consegui me forçar a isso.

Portanto, se você estiver lendo esse artigo, e chegou até aqui, por favor vá ao site (se ainda não estiver lá) e me faça uma pergunta. Debata meus argumentos comigo. Diga-me o que pensa. Estarei lá. Mas por favor, seja gentil. Estou tentando algo de novo, afinal.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rede social revela dados de cartões de crédito de usuários


Dados de cartões de crédito de usuários da rede social de compras Blippy estão sendo expostos em buscas no Google.

O site Mashable exibe - omitindo os números, mas mostrando os nomes dos donos dos cartões - o resultado enviado por um internauta para a busca no Google de "site:blippy.com + from card". A busca retorna detlhes das compras e, a cada nome, detalhes para "trasação com cartão" ou "transação com cartão de crédito" com o valor gasto, a localização (com o endereço do comprador) e o número completo do cartão.

O Blippy é uma rede social na qual os participantes compartilham as compras realizadas. Segundo o jornal The New York Times, o site foi criado em 2009 e já conta com 150 mil participantes. Em março, captou 11 milhões de um fundo de investimentos.

É comum que os usuários detalhem não apenas compras importantes, como seus gastos corriqueiros, como a conta do almoço ou mesmo despesas médicas, inclusive custos de cirurgias plásticas. Em março, usuários começaram a fornecer acesso à suas contas no site da Amazon.com, permitindo atualizações. É comum, ao fazerem isso, que forneçam acesso a números de contas bancárias e de cartões de créditos com a suposição de que permaneçam protegidos. Mas não foi o que aconteceu.

Ao saber do ocorrido, o Blippy postou um comunicado em que se diz "muito preocupado" em proteger as informações. "Nós empregamos medidas administrativas, físicas e eletrônicas para proteger sua informação.

A liberação dos dados, segundo o Mashable parece ter sido uma falha no sistema de segurança, que o Blippy prometeu corrigir, mas sem informar medidas que foram tomadas.
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Banda larga no Brasil: como está ela em 2010 e quais as perspectivas para o futuro?


Somos um país continental, porém, no Brasil, a banda larga ainda é cara e não alcançou todo o território nacional. Conheça um pouco mais dessa realidade e saiba também o que vem por aí.

Mesmo com um crescente número de acessos devido ao barateamento dos computadores, algumas regiões do país ainda estão presas em uma espécie de “apartheid” que impede a conexão de milhares de brasileiros à internet.

Seja por motivos econômicos – afinal os preços de banda larga continuam salgados (e intragáveis em algumas localidades) -, seja por motivos de infraestrutura – pois alguns lugares simplesmente não têm nenhum tipo de cobertura banda larga -, o Brasil ainda tem muito que melhorar.

A banda larga no Brasil hoje

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35% da população brasileira teve acesso à internet no final de 2008. Transformando em números exatos, isso significa que 56 milhões de brasileiros utilizavam a rede mundial de computadores.

Em 2009, o Ibope apontou um crescimento de 8,2% e, ao todo, 67,5 milhões de brasileiros foram considerados digitalmente incluídos, acessando a web regularmente de casa, do trabalho, da escola, de lan houses ou de bibliotecas.

Apesar do crescente número de "brazucas" conectados, que em 2005 eram cerca de 1 milhão de residências, nossa realidade ainda deixa muito a desejar. Contudo, previsões apontam que a conexão via banda larga deve chegar a um número maior de brasileiros ainda neste ano.

Tratando do número de assinaturas de internet banda larga, ou seja, número de residências que possuíam a conexão, no final de 2009 eram 10,2 milhões a uma taxa média de R$ 96 de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Comitê Gestor da Internet (CGI).

O caso da região Norte

Se há crescimento de acesso, logo deve haver aumenta da cobertura, certo? Mais ou menos. Se tomarmos como exemplo a região Norte do Brasil, verificamos uma realidade totalmente diferente das demais: de acordo com os deputados federais Marcelo Serafim (PSB-AM) e Janete Capiberibe (PSB-AP), dos 62 municípios do estado do Amazonas, apenas a capital Manaus tem cobertura completa de banda larga e celular.

Os parlamentares propuseram um debate pela maior atenção à região, na Câmara dos Deputados, na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Regional. Do encontro, saiu a previsão de um representante do Ministério das Comunicações de que até o final de 2010, todos os municípios da região norte tenham cobertura para conexões banda larga.

Apesar de Manaus ser a única cidade completamente coberta por sinal de ADSL, o preço deixa muita gente fora da web. Isso porque uma conexão de 600 Kbps, maior velocidade disponível na região e oferecida pela operadora Oi, custa nada mais nada menos de que R$ 429,90, valor bem acima dos R$ 35 reais propostos pelo governo federal em seu plano de universalização da banda larga no Brasil.

Plano Nacional de Banda Larga

Levar internet de até 1 Mbps a preços acessíveis a 50% dos domicílios urbanos brasileiros até 2014: esse é o objetivo principal do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), um estudo elaborado pelo Ministério das Comunicações e entregue ao presidente Luís Inácio Lula da Silva no segundo semestre de 2009.

Com investimento girando em torno de R$ 75 bilhões, a ideia é usar redes de fibra ótica já existentes no Brasil e que não vêm sendo utilizadas, para criar redes móveis e expandir o acesso à rede mundial de computadores até localidades que ainda não possuem o acesso. O plano ainda está em fase de elaboração, pois muito se discute em torno de sua implementação.

O Plano não deixa de lado a internet móvel e pretende atingir, até 2014, 60 milhões de usuários pessoais. Outras metas do PNBL incluem internet banda larga para a totalidade de unidades da administração pública (federal, estadual ou municipal) e unidades de saúde, além de bibliotecas públicas e órgãos de segurança pública.

Para a zona rural, o PNBL projeta a implementação da banda larga em 15% dos domicílios, o que representa cerca de 1 milhão de pontos de acesso, bem como a implementação integral em unidades de saúde e escolas.

PNLB: público, privado ou misto?

O PNBL reaviva uma discussão sobre a necessidade ou não da intervenção estatal para democratizar o acesso à internet no Brasil, pois uma das possibilidades do plano é a reativação da Telebrás, estatal brasileira criada em 1972 e responsável por padronizar e modernizar os serviços de telefonia no país, mas privatizada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Modelo estatal

Essa posição, de um modelo estritamente estatal, é mantida pelo Ministério do Planejamento. Obviamente ela apresenta pontos positivos, como a facilidade de conferir um cunho social ao plano, visto que empresas do Estado não visam lucro e podem muito bem oferecer um serviço amplo e de qualidade.

Além disso, os planos disponibilizados pela estatal forçariam as empresas privadas a reverem seus preços. O ponto negativo fica por conta de uma hipótese: se a banda larga do governo não fosse a mais eficiente o consumidor sairia prejudicado. Contudo, a insatisfação em relação à qualidade e ao preço aplicado pelas telefônicas faz crer que pior não deve ficar.

Modelo privado

O Ministério das Comunicações, por sua vez, defende a gerência privada do PNBL, ou seja, o governo cede apoios fiscais às telefônicas para que elas comercializem os planos com os consumidores, inclusive em locais afastados dos grandes centros urbanos, aumentando o alcance e a qualidade e diminuindo o preço das mensalidades da internet banda larga no Brasil.

As vantagens de um plano gerenciado única e exclusivamente pela iniciativa privada seriam a experiência das empresas já existentes e também a possibilidade de novos investimentos no setor. Por outro lado, deixar novamente a banda larga sob a “mão invisível do mercado” não garante aos usuários nem melhoria na qualidade dos serviços, muito menos preços baixos.

Modelo misto

Por fim, a terceira via do PNBL é a economia mista, ou seja, com partição pública e privada. Essa via é defendida pelo Ministério da Casa Civil e nela a gestão da rede ficaria sob a tutela da Telebrás, contudo, a empresa não faria a venda direta para o consumidor, mas, sim, para pequenos provedores privados.

O Estado atuaria como provedor somente em locais mais distantes e menos povoados, ou seja, onde não houvesse interesse comercial por parte das empresas privadas. Com essa medida, com certeza surgiriam milhares de novos concorrentes no mercado, o que ajudaria a baixar o preço.

Além disso, a participação do Estado evitaria concorrência desleal e garantiria os preços baixos e também a oferta de serviços com qualidade por parte dos provedores. Essa medida também não agrada aos grandes “barões” das telefônicas no Brasil e acabaria por colocar o governo federal como único responsável por infraestrutura no setor, o que nem sempre é um ponto negativo.

Banda larga econômica

Adiantando-se um pouco ao projeto do governo federal, a Telefônica, em parceria com o governo do Estado de São Paulo, oferece o serviço de banda larga com velocidade de 256 Kbps por R$ 29,80. Isso é possível pois o governo estadual isenta a empresa do ICMS, valor que corresponde a 25% do cobrado pela operadora.

É uma iniciativa louvável, porém, com um pouco mais de boa vontade isso poderia ser revisto. Claro que 256 Kbps é bem melhor do que os 56 Kbps de uma internet discada, contudo, ainda é muito baixo. Pelo valor cobrado, a empresa poderia oferecer uma velocidade maior, quem sabe de até 1 Mbps como versa o PNBL.

Classe C e a banda larga

Pesquisa do Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração (Profuturo/FIA) aponta que, até 2020, metade da população que compõe a classe C terá acesso à internet. Desse montante de acessos, 60% será via conexão banda larga. De acordo com a mesma pesquisa, em 2008, apenas 7% do grupo tinha acesso a esse tipo de conexão.

As estimativas do Profuturo são de que, em dez anos, 99% da classe A esteja conectada na web via banda larga, valor também superior aos 64% de 2008. Para a classe B, a projeção indica um salto de 26% (2008) para 90%. Por fim, a classe D deve ascender de 1% para 25%.

A mesma pesquisa indica que quem mais sairá ganhando com a expansão serão as operadoras que oferecem serviço via cabo modem ou sem fio, que devem crescer 33%. Outro mercado em ascensão será o de conexão via rede WiMax, com 31%. Contudo, essencialmente no caso das classes C, D e E, o ADSL será a principal forma de conexão.

Internet móvel

A telefonia móvel de terceira geração (3G) começa a se consolidar no mercado de internet móvel brasileiro, seja para aparelhos de telefone celular ou computadores portáteis. Os novos padrões de telefonia utilizados permitem aos usuários muito mais do que apenas enviar e receber mensagens e completar ligações.

O suporte cada vez maior para novos serviços abre um mercado interessante para novas empresas no setor. Contudo, a relação custo-benefício acaba fazendo da internet 3G uma opção não muito viável para usuários caseiros quando se compara com planos de conexão banda larga via ADSL ou cabo.

As quatro principais operadoras de telefonia celular do Brasil, Oi, Vivo, Tim e Claro, oferecem o serviço de internet móvel. O plano com velocidade de até 1 Mbps (na verdade a velocidade varia de acordo com condições climáticas, posição e deslocamento do usuário) variam em algumas operadoras de acordo com o pacote de dados, porém, custam em média R$ 119,90.

O Plano Nacional de Banda Larga, porém, não deixa de lado a internet móvel. Como foi dito anteriormente, a meta é que até 2014 haja 60 milhões de pontos de acessos em todo o Brasil suportados pela rede de telefonia. Quem sabe com as melhorias da rede 3G e o advento de uma nova rede, a 4G (clique aqui para ler mais sobre a 4G), a internet móvel se popularize ainda mais por aqui.

Banda larga pelo mundo

É importante ver os esforços do governo federal para democratizar a banda larga e levar acesso aos locais mais ermos do enorme país que é o Brasil. Contudo, ao olhar para fora, é possível notar a enorme diferença tecnológica que há entre nações mais desenvolvidos e o Brasil.

Em Hong Kong, por exemplo, é possível acessar a internet com uma velocidade de 1 Gbps pagando apenas US$ 26 (cerca de R$ 45). A cidade de Berklye, na Califórnia, Estados Unidos, registrou a maior média de velocidade de transferências de dados: 18,7 Mbps para fazer um download.

A Finlândia, terra da Nokia e de Linus Torvalds (criador do Linux), é o primeiro país do mundo em que o acesso a banda larga (e com velocidade de 1 Mbps) é direito garantido por lei a todo cidadão. Ou seja, ninguém precisa pagar para ter uma conexão com excelente velocidade e qualidade. A partir do fim de 2016 nenhuma residência poderá estar a mais de 2 km de um ponto de acesso de 100 Mbps.

A realidade brasileira é bem diferente da de outros países também na internet móvel. Na Áustria, por exemplo, uma conexão de 21 Mbps custa, mensalmente, US$ 25 (cerca de R$ 44) com um pacote de dados de 19 GB. Obviamente, a operação de uma rede nacional na Áustria é bem mais barata, devido ao tamanho do país. Mas, de qualquer forma, a diferença de preço é exorbitante.
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Microsoft lança kit para quem usa Windows 7 em PC touchscreen


Com três jogos e três aplicativos, pacote é válido para quem tem o sistema operacional original. Download gratuito está disponível no site da companhia.

A Microsoft liberou nesta quinta-feira (22) um pacote de aplicativos para quem tem o sistema operacional Windows 7 original e um computador com suporte a tecnologia multitoque.

Disponível para download gratuito no site da companhia, o kit conta com três jogos e três aplicativos presentes no Surface – aquele computador em formato de mesa, no qual o “tampo” é uma grande tela sensível ao toque.
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